A peça “A Memória do Aqueduto” é a mais recente produção da companhia Visões Uteis que estreia-se, na próxima quinta-feira, no reservatório do Amial, no Porto. Com o intuito de retratar a crise de abastecimento de água que atinge várias regiões do mundo, incluindo Portugal, a peça promete ser um convite sensorial à imersão numa realidade que vai além do teatro.
Inspirada no romance “O Memorial do Convento” de José Saramago, a peça transporta os espectadores para um ambiente que mistura o passado e o presente, onde as personagens se debatem numa sociedade em crise, não só de recursos naturais, mas também de valores.
“A Memória do Aqueduto” é uma obra que traz à tona questões atuais e urgentes, como a gestão dos recursos hídricos e a responsabilidade de cada um de nós na preservação do ambiente. Ao escolher o reservatório do Amial como cenário, a companhia Visões Uteis traz ainda mais força à sua mensagem, ao utilizar um espaço que é, por si só, um símbolo da importância da água na nossa sociedade.
A peça tem como ponto de partida a crise de abastecimento de água que afeta Portugal e outros países, mas vai além disso, ao incluir no seu discurso a situação grave vivida em Atenas, na Grécia. O título escolhido, “entre aqui e Atenas”, faz referência não apenas à distância geográfica entre os dois países, mas também ao facto de que a falta de água é um problema global que requer uma ação conjunta de todos.
“A Memória do Aqueduto” é uma peça que convida o público a refletir sobre a importância da água nas nossas vidas e sobre a forma como temos cuidado desse recurso precioso. De uma forma poética e metafórica, a peça visa despertar a consciência de cada um de nós para a necessidade de preservar o meio ambiente e garantir que as futuras gerações tenham acesso a água de qualidade.
Para tornar a experiência ainda mais real e imersiva, a companhia Visões Uteis optou por utilizar tecnologia de realidade virtual, que permite ao público sentir-se parte da história e vivenciar o drama das personagens de uma forma mais visceral. A encenação e a direção artística de Ana Vitorino e Carlos Costa prometem criar uma atmosfera intensa e envolvente, que transportará o público para o centro da ação.
O reservatório do Amial, com toda a sua grandiosidade e simbolismo, será a casa desta peça durante os próximos dias, acolhendo todos aqueles que queiram participar neste convite sensorial à imersão numa realidade que é tão urgente e importante. Um espaço que, de forma singular, se transformará numa obra de teatro, reforçando a mensagem da peça acerca da necessidade de darmos valor à água e à natureza.
Em tempos de crise ambiental, “A Memória do Aqueduto” surge como uma peça fundamental que contribui para a discussão e tomada de consciência sobre os problemas relacionados com a água e o meio ambiente. Não perca a oportunidade de assistir a esta produção única que, com certeza, marcará a sua memória e o seu coração.








