A secção portuguesa do Conselho Internacional de Museus (ICOM-Portugal) tem sido uma voz ativa na defesa do setor museológico do país, e recentemente propôs várias alterações aos concursos para as direções de museus, monumentos e palácios sob a alçada da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). Estas propostas visam não só a melhoria do processo de escolha dos diretores destas instituições, mas também a necessidade de mais políticas e investimentos para o setor.
Desde a sua fundação em 1946, o ICOM tem como missão promover e proteger o património cultural e natural em todo o mundo. A sua secção portuguesa, ICOM-Portugal, tem sido uma forte defensora da importância dos museus como veículos de educação, cultura e desenvolvimento social. Por isso, é com muita satisfação que vemos as suas propostas a serem consideradas pelas entidades responsáveis pela gestão do património nacional.
Uma das alterações propostas pelo ICOM-Portugal é a inclusão de requisitos técnicos e científicos para os candidatos a diretores de museus, monumentos e palácios. Esta medida visa garantir a competência e o conhecimento necessário para a gestão eficaz destas instituições, que muitas vezes possuem coleções e património de grande valor histórico e cultural. Além disso, a secção portuguesa do ICOM também sugere que seja dada preferência a candidatos com experiência na área da gestão cultural e que tenham formação específica em museologia, história da arte ou património.
Outra modificação proposta é a introdução de um comité de avaliação independente para analisar as candidaturas e selecionar os melhores candidatos. Esta medida visa garantir a imparcialidade e transparência no processo de seleção, evitando possíveis influências políticas ou pessoais na escolha dos diretores destas instituições. Além disso, o ICOM-Portugal sugere que os membros deste comité sejam especialistas em museologia e património, garantindo assim a competência e o conhecimento técnico necessário para avaliar as candidaturas.
A secção portuguesa do ICOM também enfatiza a necessidade de mais políticas para o setor museológico. Apesar dos esforços feitos nos últimos anos, ainda existem desafios a serem enfrentados pelas instituições museológicas em Portugal. É importante lembrar que os museus não são apenas espaços de preservação e exposição de objetos, mas também locais de educação e dinamização cultural. Portanto, é fundamental que existam políticas públicas que garantam a sustentabilidade e o desenvolvimento deste setor.
Entre as medidas sugeridas pelo ICOM-Portugal estão mais investimento financeiro, a criação de mais programas de formação e capacitação para profissionais do setor e a valorização do património cultural como um recurso estratégico para o desenvolvimento regional e local. Além disso, a associação também defende a implementação de políticas que promovam a participação da sociedade na gestão e atividades dos museus, assim como a valorização do papel dos museus na promoção da inclusão social e da diversidade cultural.
É importante destacar que estas propostas do ICOM-Portugal não têm apenas como objetivo melhorar a gestão e organização dos museus, mas também aumentar a sua relevância e impacto na sociedade. Os museus são espaços de encontro e diálogo, que podem contribuir para um maior entendimento e respeito entre os povos e culturas. Além disso, são importantes ferramentas de educação, que podem despertar o interesse e o conhecimento nos mais diversos temas, desde a história e arte até às questões








