Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma série de desafios econômicos e políticos que têm gerado incertezas e preocupações para investidores e gestoras de fundos. Entre esses desafios, destacam-se a crise fiscal, a instabilidade política e a pandemia de Covid-19. Diante desse cenário, algumas gestoras de fundos, como Legacy, Adam, Ibiúna e Opportunity, têm adotado uma postura defensiva e estão atentas aos sinais de esgotamento do ajuste fiscal e às incertezas tanto no cenário interno quanto externo.
Uma das principais preocupações dessas gestoras é o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito, anunciado pelo governo federal em setembro de 2021. A medida, que visa aumentar a arrecadação para financiar programas sociais, pode impactar negativamente os investimentos e a confiança dos investidores. Além disso, a incerteza em relação ao andamento das reformas fiscais também tem gerado apreensão no mercado.
Diante desse cenário, as gestoras têm adotado uma postura mais cautelosa em relação aos seus investimentos. A Legacy, por exemplo, tem aumentado a exposição a ativos mais líquidos e com menor risco, como títulos públicos e fundos de renda fixa. Segundo o gestor da Legacy, Marcelo Mello, a estratégia é se proteger de possíveis turbulências no mercado e estar preparado para aproveitar oportunidades de investimento que possam surgir.
A Adam também tem adotado uma postura mais defensiva, com foco em ativos de menor risco e maior liquidez. Segundo o gestor da Adam, André Salgado, a gestora tem evitado investimentos em empresas com maior exposição ao risco fiscal e político, buscando empresas com boa gestão e resultados consistentes. Além disso, a Adam tem aumentado a diversificação dos seus investimentos, buscando oportunidades em diferentes setores da economia.
A Ibiúna, por sua vez, tem mantido uma postura mais conservadora, com foco em ativos de menor risco e maior previsibilidade de retorno. Segundo o gestor da Ibiúna, Rodrigo Azevedo, a gestora tem evitado investimentos em empresas com maior exposição ao risco fiscal e político, buscando empresas com boa gestão e resultados consistentes. Além disso, a Ibiúna tem buscado oportunidades em setores que possam se beneficiar do atual cenário econômico, como o setor de tecnologia e o agronegócio.
Já a Opportunity tem adotado uma postura mais agressiva, buscando oportunidades em empresas que possam se beneficiar do atual cenário econômico. Segundo o gestor da Opportunity, Paulo Guedes, a gestora tem investido em empresas com boa gestão e resultados consistentes, mas que estejam sendo negociadas a preços atrativos devido à volatilidade do mercado. Além disso, a Opportunity tem buscado oportunidades em setores que possam se beneficiar do atual cenário econômico, como o setor de infraestrutura e o mercado imobiliário.
Apesar das incertezas e preocupações, as gestoras acreditam que o Brasil ainda oferece boas oportunidades de investimento. Segundo o gestor da Adam, André Salgado, o país possui empresas sólidas e com bom potencial de crescimento, o que pode atrair investidores estrangeiros em busca de diversificação de portfólio. Além disso, a expectativa é de que as reformas fiscais avancem e tragam mais estabilidade e confiança para o mercado.
Portanto, apesar dos desafios e incertezas, as gestoras de fundos mantêm uma postura defensiva e estão atentas aos sinais de esgotamento







