A arte tem sido um meio de expressão e resistência em tempos de opressão e injustiça. E, infelizmente, mais uma vez, a cultura é alvo de violência e desrespeito. Na última terça-feira, um ator da companhia A Barraca foi agredido, em um ato considerado “terrorista” pela atriz, encenadora e cofundadora da companhia, Maria do Céu Guerra. Em entrevista, ela defendeu a necessidade de se fazer respeitar a Constituição, pois a agressão foi realizada na clandestinidade, sem nenhum respaldo legal.
A Barraca, uma companhia teatral fundada em 1975, é conhecida por suas abordagens críticas e reflexivas sobre a sociedade portuguesa. Com peças que abordam temas como política, religião e cultura, a companhia tem sido um importante veículo de conscientização e denúncia de injustiças. Por isso, a agressão a um de seus atores é um ataque direto à liberdade de expressão e à democracia.
Maria do Céu Guerra, em sua fala, enfatizou a importância de respeitar a Constituição Portuguesa, que garante a liberdade de expressão e a igualdade de todos perante a lei. Ao agredir um artista por suas ideias e posicionamentos, os agressores estão desrespeitando os direitos fundamentais de um cidadão e indo contra os valores democráticos.
Além disso, Maria do Céu Guerra também destacou a gravidade do ato ser realizado na clandestinidade, sem nenhum tipo de identificação ou justificativa. Isso demonstra uma postura covarde e autoritária, que tenta calar a voz da arte e da cultura. É preciso ressaltar que a violência não é e nunca será uma forma de se expressar ou resolver conflitos. Pelo contrário, é uma atitude que deve ser repudiada e combatida em todas as suas formas.
A arte, em suas diversas manifestações, é um meio de reflexão e transformação social. Ela tem o poder de promover o diálogo, a empatia e a conscientização, e é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Por isso, é inaceitável que artistas sejam agredidos e ameaçados por suas crenças e posicionamentos.
É importante ressaltar também que esse caso não é um fato isolado. Infelizmente, vemos constantemente atos de violência e censura contra artistas e suas obras, tanto em Portugal como em outros países. Isso é um reflexo de uma sociedade que ainda possui preconceitos e tenta silenciar vozes que questionam o status quo.
No entanto, a resposta a esses atos deve ser de união e resistência. É preciso fortalecer a arte e a cultura como ferramentas de combate à intolerância e à violência. E, acima de tudo, é necessário que o Estado garanta a proteção e a liberdade dos artistas e cidadãos que se manifestam por meio da arte.
Nós, como sociedade, não podemos permitir que a arte seja calada. Devemos lutar pelo respeito à Constituição e aos direitos fundamentais de todos os cidadãos. E, principalmente, devemos valorizar e apoiar aqueles que usam a arte como forma de questionar, refletir e transformar a realidade ao nosso redor.
Por fim, é importante destacar o papel fundamental de Maria do Céu Guerra na defesa da liberdade de expressão e da democracia. Como atriz, encenadora e cofundadora de A Barraca, ela tem sido uma voz ativa na luta pelos direitos dos artistas e pela valorização da cultura. E, nesse momento de dificuldade, é inspirador ver sua coragem e determin









