O sistema de saúde brasileiro tem enfrentado inúmeros desafios ao longo dos anos, e a qualidade da assistência médica é um dos principais problemas enfrentados pela população. Diante desse cenário, o Secretário-geral da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. José Luiz Gomes do Amaral, expôs recentemente os principais problemas do modelo atual e trouxe propostas para remediar o quadro que afeta a qualidade da assistência.
Segundo o Dr. José Luiz, um dos principais problemas é a falta de investimento na saúde pública. O Brasil gasta apenas 3,8% do PIB com saúde, enquanto países desenvolvidos investem em média 9% do PIB. Isso reflete diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à população, que muitas vezes enfrenta longas filas de espera e falta de estrutura nos hospitais e postos de saúde.
Outro ponto destacado pelo Secretário-geral é a má distribuição de recursos e profissionais de saúde pelo país. Enquanto algumas regiões possuem uma boa estrutura e profissionais qualificados, outras sofrem com a falta de médicos e infraestrutura precária. Isso acaba gerando uma desigualdade no acesso à saúde, prejudicando principalmente as populações mais carentes.
Além disso, o modelo atual de remuneração dos profissionais de saúde também é apontado como um problema. O sistema de pagamento por procedimentos realizados incentiva a realização de mais exames e procedimentos, muitas vezes desnecessários, em detrimento do cuidado integral ao paciente. Isso acaba gerando um aumento nos custos e não garante uma assistência de qualidade.
Diante desses problemas, o Dr. José Luiz apresentou algumas propostas para melhorar a qualidade da assistência médica no país. Uma delas é o aumento do investimento na saúde pública, com a destinação de recursos para a construção e reforma de hospitais, postos de saúde e aquisição de equipamentos modernos. Além disso, é necessário investir na formação e valorização dos profissionais de saúde, garantindo uma distribuição mais equilibrada pelo país.
Outra proposta é a mudança no modelo de remuneração dos profissionais de saúde. A AMB defende a implantação de um sistema de pagamento baseado na qualidade da assistência, e não apenas na quantidade de procedimentos realizados. Isso incentivaria uma atenção mais integral ao paciente e reduziria os custos desnecessários.
O Secretário-geral também ressaltou a importância da informatização do sistema de saúde. Com a utilização de prontuários eletrônicos e sistemas integrados, seria possível ter um maior controle dos atendimentos e um acompanhamento mais efetivo dos pacientes. Isso também facilitaria o acesso às informações pelos profissionais de saúde, garantindo um atendimento mais rápido e eficiente.
É importante destacar que essas propostas não dependem apenas do governo, mas também da participação da sociedade. É necessário que a população cobre dos governantes um maior investimento na saúde e uma atenção maior às propostas apresentadas pela AMB. Além disso, é preciso que todos tenham consciência da importância de cuidar da própria saúde, adotando hábitos saudáveis e realizando consultas e exames preventivos regularmente.
Em resumo, o Secretário-geral da Associação Médica Brasileira trouxe à tona importantes questões que afetam a qualidade da assistência médica no país. É preciso que haja uma mudança no modelo atual, com um maior investimento na saúde pública, valorização dos profissionais e uma atenção mais integral ao paciente. Com a participação de todos, é possível construir um sistema de saúde mais eficiente e que garanta uma assistência de qualidade a todos os brasileiros.









