Felismina Gomes, uma senhora de 61 anos, é uma apaixonada por música. Desde jovem, ela sempre gostou de ir a festivais e concertos, mas com o passar dos anos, sua mobilidade foi se tornando limitada devido a uma doença que a fez depender de uma cadeira de rodas para se locomover. No entanto, Felismina nunca deixou de lado sua paixão pela música e, felizmente, ela tem notado uma grande melhoria na acessibilidade dos festivais de música para pessoas com deficiência.
Antes, Felismina enfrentava muitas dificuldades para participar de festivais de música. A falta de rampas e banheiros adaptados, além da dificuldade de locomoção em meio a multidões, eram grandes obstáculos para ela. Mas hoje, ela se sente muito mais incluída e acolhida nesses eventos. Felismina conta que, atualmente, muitos festivais oferecem estruturas adequadas para pessoas com deficiência, como rampas de acesso, banheiros adaptados e até mesmo áreas reservadas para cadeirantes assistirem aos shows.
Essas melhorias são fruto de uma maior conscientização e preocupação por parte dos organizadores de eventos em relação à acessibilidade. O Estatuto da Pessoa com Deficiência, aprovado em 2015, também contribuiu para isso, estabelecendo diretrizes e normas para garantir a inclusão e acessibilidade em todos os espaços públicos e privados. Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2016, também reforça a importância da acessibilidade em eventos culturais e de entretenimento.
Felismina lembra com carinho de sua participação no Rock in Rio de 2019. Ela conta que ficou surpresa ao ver a quantidade de rampas e banheiros adaptados espalhados pelo festival. Além disso, a organização disponibilizou um serviço de transporte exclusivo para pessoas com deficiência, facilitando o deslocamento dentro do evento. “Foi uma experiência incrível poder curtir os shows sem me preocupar com obstáculos. Me senti realmente incluída e isso é muito importante para mim”, diz Felismina.
Outro ponto positivo que Felismina ressalta é a atitude das pessoas em relação à sua presença no festival. Ela conta que, antigamente, muitas vezes se sentia excluída e até mesmo desrespeitada por alguns olhares preconceituosos e comentários maldosos. Mas hoje, ela se sente mais respeitada e acolhida pela maioria das pessoas. “Ainda há casos isolados de preconceito, mas a maioria das pessoas tem uma atitude muito mais positiva e respeitosa em relação à minha condição”, afirma.
Apesar das melhorias, Felismina acredita que ainda há muito a ser feito para que a experiência dos festivais de música seja perfeita para pessoas com deficiência. Ela destaca a importância de uma maior fiscalização e cumprimento das leis de acessibilidade pelos organizadores de eventos. Além disso, a inclusão de intérpretes de Libras e audiodescrição para pessoas com deficiência visual ainda é uma demanda importante a ser atendida.
Outro ponto que Felismina ressalta é a necessidade de uma maior conscientização e empatia por parte do público em geral. Ela conta que, muitas vezes, as pessoas ainda não entendem a importância da acessibilidade e acabam ocupando espaços reservados para cadeirantes ou não respeitando as necessidades de pessoas com deficiência. “É preciso que todos entendam que a acessibilidade é um direito e que todos devemos nos esforçar para tornar os espaços mais inclusivos”, enfatiza.
Felismina é um exemplo de que a paixão pela música não tem








