Tanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky quanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu enfrentam desafios semelhantes em seus países: manter-se no poder em meio a conflitos e instabilidades políticas. No entanto, o que chama a atenção é a estratégia adotada por ambos para alcançar esse objetivo: o prolongamento das guerras.
Em uma época em que o mundo busca cada vez mais por soluções pacíficas para os conflitos, Zelensky e Netanyahu parecem seguir na contramão dessa tendência, fortalecendo ideologias de guerra em detrimento de qualquer horizonte de paz. Mas por que esses líderes optam por essa estratégia e quais são as consequências disso para seus países e para a comunidade internacional?
Começando pela Ucrânia, desde a sua eleição em 2019, Zelensky tem enfrentado uma série de desafios, entre eles a anexação da Crimeia pela Rússia e o conflito armado no leste do país. Em vez de buscar uma solução pacífica para esses problemas, o presidente ucraniano tem se mostrado disposto a prolongar a guerra, aumentando os gastos militares e reforçando a retórica nacionalista.
Essa postura tem sido criticada por alguns especialistas, que afirmam que a Ucrânia não tem condições econômicas e militares para sustentar um conflito prolongado. Além disso, a falta de diálogo com a Rússia e a ausência de esforços para encontrar uma solução diplomática podem levar a um agravamento da situação e a uma maior instabilidade na região.
O mesmo pode ser observado em Israel, onde Netanyahu tem se mantido no poder há mais de uma década, em parte, devido à sua estratégia de segurança baseada em ações militares contra grupos extremistas como o Hamas. O primeiro-ministro israelense tem sido criticado por priorizar a manutenção do poder em detrimento de uma solução pacífica para o conflito com os palestinos.
O prolongamento da guerra também tem sido utilizado por Netanyahu para desviar a atenção dos problemas internos do país, como a crise econômica e as acusações de corrupção contra ele. Ao manter o foco na ameaça externa, o primeiro-ministro consegue manter a população unida e justificar suas ações, mesmo que isso signifique mais violência e derramamento de sangue.
No entanto, é importante destacar que essa estratégia de prolongar as guerras não é exclusiva desses dois líderes. Em todo o mundo, vemos exemplos de governantes que utilizam conflitos armados como forma de manter-se no poder e justificar suas ações.
Mas qual é o impacto disso para a população e para a comunidade internacional? Em primeiro lugar, a continuidade dessas guerras significa mais violência e sofrimento para a população civil, que muitas vezes é a principal vítima desses conflitos. Além disso, a falta de diálogo e de esforços para encontrar uma solução pacífica pode levar a um aumento do extremismo e da instabilidade na região.
Para a comunidade internacional, o prolongamento das guerras também representa um desafio, pois dificulta a busca por soluções pacíficas e pode levar a um aumento do número de refugiados e deslocados, além de gerar instabilidade política e econômica.
Diante desse cenário, é necessário que a comunidade internacional e os líderes desses países busquem formas de incentivar o diálogo e a negociação, em vez de reforçar ideologias de guerra. Afinal, a paz é um direito de todos e deve ser buscada com determinação e comprometimento.
Em resumo, o prolongamento das guerras como estratégia para garantir permanência no poder é uma abord









