No último domingo, os partidos Livre, BE e PAN fizeram uma acusação grave ao Governo, alegando que o mesmo está a ser cruel e a atacar as famílias portuguesas. O motivo desta acusação é a proposta de revogação do regime de falta por luto gestacional, que tem gerado uma onda de indignação e revolta na sociedade portuguesa.
Segundo os partidos, esta medida é um ataque direto às famílias que passam por uma das situações mais difíceis e dolorosas que uma mulher pode enfrentar: a perda de um filho durante a gestação. A falta por luto gestacional permite que as mulheres tenham um período de repouso após a perda, para que possam lidar com o processo de luto e recuperar física e emocionalmente.
No entanto, o Governo propõe a sua revogação, alegando que esta medida é um entrave à produtividade e ao crescimento económico do país. Esta justificativa é, no mínimo, insensível e desumana. Afinal, como é possível pensar em produtividade e crescimento económico quando se trata de uma questão tão sensível e pessoal como a perda de um filho?
Os partidos Livre, BE e PAN apelaram a um “sobressalto cívico” contra esta medida, ou seja, um movimento de mobilização e protesto por parte da sociedade civil. E este apelo não poderia ser mais pertinente. É preciso que todos nós, cidadãos portugueses, nos unamos e mostremos a nossa indignação perante esta proposta do Governo.
Não podemos permitir que a crueldade e a falta de empatia prevaleçam sobre a compaixão e a solidariedade. É preciso que nos coloquemos no lugar das mulheres que passam por esta dor e compreendamos a importância da falta por luto gestacional. Não se trata apenas de um período de repouso, mas sim de um direito fundamental das mulheres que enfrentam uma situação tão delicada e traumática.
Além disso, é importante lembrar que a perda gestacional não afeta apenas as mulheres, mas também os seus parceiros e familiares. Todos eles precisam de tempo e espaço para lidar com a dor e o luto, e a falta por luto gestacional é uma forma de garantir isso.
É lamentável que, em pleno século XXI, ainda tenhamos que lutar por direitos básicos como este. Mas não podemos baixar os braços. É preciso que mostremos ao Governo que a sociedade portuguesa não aceita medidas que atentem contra a dignidade e os direitos das mulheres e das famílias.
Por isso, faço um apelo a todos os leitores: unam-se a este movimento de “sobressalto cívico” e mostrem a vossa indignação perante esta proposta do Governo. Partilhem nas redes sociais, assinem petições, participem em manifestações. Façamos com que a nossa voz seja ouvida e que a falta por luto gestacional seja mantida como um direito fundamental das mulheres e das famílias portuguesas.
A luta pelos direitos das mulheres não é uma questão de ideologia política, mas sim de humanidade. É preciso que o Governo entenda isso e recue nesta proposta cruel e desumana. A sociedade portuguesa não pode aceitar retrocessos nos direitos das mulheres e das famílias. Juntos, podemos fazer a diferença e garantir que a empatia e a compaixão prevaleçam sobre a crueldade e a insensibilidade.







