O mundo das notícias tem sido alvo de muitas críticas nos últimos anos, com a disseminação de notícias falsas e a falta de ética no jornalismo. No entanto, há um investigador que está a defender que os jornais portugueses Correio da Manhã e Observador são exceções a esta tendência e estão a aumentar a confiança do público nas suas marcas. Este investigador é Miguel Paisana, e ele acredita que este aumento da confiança está diretamente relacionado com o tipo de jornalismo que estes jornais oferecem.
Miguel Paisana é um investigador no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, e tem vindo a estudar a relação entre os meios de comunicação e a confiança do público nas notícias. Nos seus estudos, Paisana observou uma tendência preocupante: a confiança nas marcas de notícias está a diminuir em todo o mundo, o que tem consequências graves para a democracia e a sociedade em geral.
No entanto, o investigador também notou que existem exceções a esta tendência, e entre elas estão os jornais Correio da Manhã e Observador. Segundo Paisana, estes jornais têm conseguido manter e até aumentar a confiança do público nas suas marcas nos últimos anos, enquanto muitos outros meios de comunicação têm visto os seus níveis de confiança diminuir.
Mas qual é o segredo destes dois jornais? De acordo com Paisana, a resposta está no tipo de jornalismo que eles oferecem ao público. Ambos os jornais são conhecidos por terem uma abordagem mais analítica e menos sensacionalista às notícias, o que tem sido bem recebido pelo público.
O investigador também apontou para o facto de que estas duas marcas têm conseguido manter uma certa distância dos interesses políticos e económicos, o que tem contribuído para a sua credibilidade. Paisana acredita que, ao manterem-se fiéis ao seu papel de informar o público de forma imparcial, estes jornais têm conseguido conquistar a confiança dos leitores.
Além disso, Paisana também destacou a forte presença online destes jornais, especialmente nas redes sociais. Esta presença ativa e estratégica tem permitido que as marcas cheguem a um público mais amplo e diversificado, aumentando a sua credibilidade e alcance.
É importante notar que, embora as marcas Correio da Manhã e Observador sejam exceções em Portugal, esta tendência de aumento da confiança também pode ser observada em outros países. Um estudo recente do Centro de Investigação Pew, nos Estados Unidos, revelou que os jornais de maior confiança entre os americanos têm em comum uma abordagem mais analítica e menos sensacionalista às notícias.
No entanto, Miguel Paisana alerta que, apesar destas exceções, a tendência geral de diminuição da confiança nas marcas de notícias deve ser motivo de preocupação para todos. Ele acredita que é necessário um esforço conjunto entre os meios de comunicação e o público para combater a disseminação de notícias falsas e promover o jornalismo ético e responsável.
Em conclusão, o investigador Miguel Paisana defende que o aumento da confiança nas marcas de notícias Correio da Manhã e Observador está diretamente relacionado com o tipo de jornalismo que eles oferecem. Com uma abordagem mais analítica e menos sensacionalista, estas marcas têm conseguido conquistar a confiança do público e manter a sua credibilidade. No entanto, é importante que todos os meios de comunicação sigam este exemplo e trabalhem em prol de um jornalismo mais ético e responsável.









