Nos últimos anos, temos visto um aumento significativo no interesse por suplementos alimentares. Seja para melhorar o desempenho esportivo, promover uma vida mais saudável ou apenas complementar a dieta, esses produtos têm se tornado cada vez mais populares entre os consumidores. No entanto, junto com esse aumento no consumo, também surgiram preocupações com a qualidade e segurança desses suplementos.
De acordo com um relatório da Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), entre 2020 e 2025, 63% dos processos de investigação abertos envolviam suplementos alimentares. Isso representa uma porcentagem alarmante e nos faz questionar a eficácia dos órgãos reguladores em garantir a segurança desses produtos. Mas quais são os problemas sanitários mais comuns relacionados aos suplementos alimentares?
Um dos principais problemas é a presença de substâncias proibidas ou não declaradas na composição dos suplementos. Muitas vezes, essas substâncias são adicionadas de forma ilegal para aumentar a eficácia do produto, mas acabam colocando em risco a saúde dos consumidores. Alguns exemplos são os esteroides anabolizantes, que podem causar danos ao fígado e aos rins, e a sibutramina, um medicamento para emagrecer que foi proibido no Brasil devido aos riscos cardiovasculares.
Outro problema comum é a contaminação por bactérias, fungos e metais pesados. Esses micro-organismos e substâncias tóxicas podem ser encontrados em matérias-primas de baixa qualidade ou durante o processo de fabricação dos suplementos. A ingestão dessas substâncias pode causar desde desconfortos gastrointestinais até infecções mais graves.
Além disso, a falta de informações claras e precisas nos rótulos dos suplementos também é um problema recorrente. Muitas vezes, os consumidores não conseguem identificar corretamente a composição do produto e acabam ingerindo substâncias que podem ser prejudiciais à saúde. Além disso, a falta de orientação sobre a forma correta de consumo e dosagem dos suplementos pode levar a efeitos colaterais indesejados.
É importante ressaltar que a maioria dos suplementos alimentares é considerada como alimentos e não como medicamentos, o que significa que eles não passam pelo mesmo rigoroso processo de aprovação e controle dos órgãos reguladores. Isso não significa que esses produtos sejam necessariamente inseguros, mas é preciso ter cautela na escolha e no consumo dos mesmos.
Felizmente, existem medidas que podem ser tomadas para garantir a qualidade e segurança dos suplementos alimentares. Uma delas é a escolha de marcas confiáveis e renomadas, que seguem as boas práticas de fabricação e possuem selos de qualidade reconhecidos. Além disso, é importante sempre consultar um profissional de saúde antes de iniciar o consumo de qualquer suplemento, para garantir que o produto seja adequado às suas necessidades e não cause danos à saúde.
Outra medida importante é a conscientização dos consumidores sobre a importância de verificar a procedência e a composição dos suplementos antes de adquiri-los. É fundamental ler atentamente os rótulos e pesquisar sobre a reputação da marca antes de fazer a compra. Além disso, é importante seguir as orientações de consumo e não exceder as doses recomendadas.
É preciso que os órgãos reguladores também atuem de forma mais efetiva na fiscalização e controle dos suplementos alimentares. É necessário que haja uma maior rigidez na aprovação e registro desses produtos, garantindo que eles sejam seguros para o consumo humano.
Portanto, é importante que os consumidores este









