Nos últimos anos, a sociedade tem avançado em muitos aspectos, especialmente no que diz respeito à saúde mental, aceitação e diversidade. No entanto, nem sempre foi assim. Houve um tempo em que práticas como a lobotomia, terapia da conversão e introdução alimentar de bebês com apenas 9 semanas de vida eram consideradas tendências e até mesmo encorajadas por profissionais de saúde. Felizmente, hoje em dia, essas práticas são vistas como extremamente prejudiciais e desatualizadas.
A lobotomia era uma técnica cirúrgica que consistia na remoção de partes do cérebro, com o intuito de tratar doenças mentais, como esquizofrenia, depressão e transtornos de ansiedade. Inicialmente desenvolvida na década de 1930, pelo médico português Egas Moniz, a lobotomia se tornou uma prática comum em muitos países, incluindo o Brasil, até o final da década de 1950.
No entanto, apesar de ser considerada uma “cura milagrosa” na época, a lobotomia trouxe mais danos do que benefícios para os pacientes. Muitos sobreviventes relatam mudanças drásticas em suas personalidades, perda da habilidade de expressar emoções e dificuldades cognitivas. Além disso, a técnica não possuía fundamentação científica e causava danos irreversíveis ao cérebro.
Outra prática comum na mesma época era a terapia da conversão, também conhecida como “cura gay”. Essa terapia era (e infelizmente ainda é) utilizada com o objetivo de “curar” a homossexualidade, considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde até 1990. A terapia consistia em métodos e técnicas que visavam mudar a orientação sexual do indivíduo, muitas vezes por meio de tortura psicológica e física.
No entanto, não há evidências científicas de que a orientação sexual possa ser mudada ou “curada”. Pelo contrário, essa prática pode causar danos psicológicos e emocionais graves nos pacientes, levando a quadros de depressão, ansiedade e até mesmo suicídio. Felizmente, a terapia da conversão foi proibida em vários países e é amplamente condenada por organizações de saúde.
Além dessas práticas, a introdução alimentar precoce de bebês também era considerada uma tendência. Muitos pais eram incentivados a oferecer alimentos sólidos para seus filhos com apenas 9 semanas de vida, acreditando que isso iria melhorar o desenvolvimento e a saúde dos bebês. No entanto, essa prática não possui embasamento científico e pode trazer riscos para a saúde dos pequenos.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a amamentação exclusiva seja mantida até os 6 meses de idade, pois o leite materno possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento dos bebês nessa fase. A introdução alimentar precoce pode causar problemas gastrointestinais, alergias e até mesmo obesidade infantil.
Felizmente, hoje em dia, as práticas mencionadas acima não são mais consideradas tendências, mas sim erros do passado que devem ser lembrados para que nunca mais sejam repetidos. A ciência e a medicina evoluíram e hoje temos tratamentos mais eficazes e seguros para as doenças mentais, além de uma maior compreensão e respeito pela diversidade.
Devemos sempre buscar informações atualizadas e embasadas cientificamente para cuidar da nossa saúde e da saúde dos nossos filhos. Além disso, é importante combater a desinformação e o preconceito que ainda exist







