Cientistas descobrem algo inesperado sobre Makemake, corpo que influenciou a exclusão de Plutão da lista de planetas do Sistema Solar
Em 2006, a União Astronômica Internacional (IAU) decidiu reclassificar Plutão como um “planeta anão”, retirando-o da lista de planetas do Sistema Solar. Essa decisão causou grande controvérsia e desapontamento entre os entusiastas da astronomia, que cresceram aprendendo que Plutão era o nono planeta do nosso sistema. No entanto, a descoberta recente de algo inesperado sobre Makemake, um corpo celeste semelhante a Plutão, pode ajudar a explicar e até mesmo justificar a decisão da IAU.
Makemake foi descoberto em 2005 e é o terceiro maior objeto conhecido no Cinturão de Kuiper, uma região do Sistema Solar além da órbita de Netuno. Assim como Plutão, Makemake é um planeta anão, mas sua órbita é mais elíptica e sua superfície é coberta por metano congelado. Por muitos anos, acreditava-se que Makemake era um corpo inerte e sem atividade, mas uma nova pesquisa revelou algo surpreendente.
Um estudo liderado por uma equipe de cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriu que Makemake possui uma atmosfera tênue e em constante mudança. Usando dados do telescópio espacial Hubble, os pesquisadores observaram que a atmosfera de Makemake é composta principalmente por nitrogênio e metano, e que ela se expande e se contrai à medida que o planeta anão se aproxima e se afasta do Sol.
Essa descoberta é particularmente significativa porque, até agora, apenas Plutão e Tritão, uma lua de Netuno, eram conhecidos por terem atmosferas dinâmicas no Cinturão de Kuiper. A presença de uma atmosfera em Makemake sugere que outros corpos nessa região do Sistema Solar também podem ter características semelhantes, o que pode mudar nossa compreensão sobre a formação e evolução desses objetos.
Mas o que isso tem a ver com a exclusão de Plutão da lista de planetas? Bem, quando Plutão foi reclassificado como um planeta anão, uma das razões citadas pela IAU foi que ele não era grande o suficiente para “limpar” sua órbita, ou seja, não tinha gravidade suficiente para atrair e eliminar outros objetos em sua vizinhança. No entanto, a descoberta de uma atmosfera em Makemake pode indicar que ele também não é capaz de “limpar” sua órbita, o que pode ser um fator importante na decisão da IAU.
Além disso, a descoberta de uma atmosfera em Makemake também pode ajudar a explicar por que Plutão e outros corpos do Cinturão de Kuiper têm órbitas tão elípticas. A presença de uma atmosfera pode causar perturbações gravitacionais, fazendo com que esses objetos se afastem de suas órbitas originais. Isso pode ser um fator importante na formação e evolução desses corpos celestes.
Mas as descobertas sobre Makemake não param por aí. Os cientistas também observaram que a atmosfera do planeta anão é mais brilhante do que o esperado, o que pode indicar a presença de nuvens de gelo em sua superfície. Essas nuvens podem ser formadas por metano congelado, que é liberado na atmosfera quando Makemake se aproxima do Sol e se aquece.
Essa descoberta é particularmente emocionante porque,








