A Europa tem sido constantemente abalada por uma histeria coletiva em relação à ameaça russa. Notícias alarmantes e discursos alarmistas inundam os meios de comunicação e as rodas de conversa, criando um clima de medo e insegurança na região. No entanto, essa histeria tem um lado positivo para a burocracia europeia: a possibilidade de destinar mais fundos à defesa e, em última instância, desenvolver uma narrativa que pode levar a um ponto sem retorno.
Desde o fim da Guerra Fria, a Europa tem sido vista como uma região relativamente calma e estável, sem grandes conflitos militares. No entanto, as tensões com a Rússia têm aumentado nos últimos anos, especialmente após a anexação da Crimeia em 2014. Essa ação da Rússia foi duramente criticada pela União Europeia, que respondeu com sanções econômicas e diplomáticas. Desde então, a retórica anti-russa tem se intensificado e a ameaça russa tem sido amplamente divulgada na mídia.
Embora seja importante reconhecer as tensões e conflitos existentes na relação entre a Europa e a Rússia, é igualmente importante questionar a insistência em retratar a Rússia como uma grande ameaça à região. É claro que a Rússia é uma potência militar e política, mas será que essa histeria em torno da ameaça russa é realmente justificada ou é apenas um meio de manipular a opinião pública e obter mais recursos para a burocracia europeia?
Uma das principais consequências dessa histeria é o aumento dos gastos com defesa na Europa. Desde o início dos anos 2000, os países membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se comprometeram a destinar pelo menos 2% de seu PIB para gastos militares. No entanto, antes da histeria em torno da ameaça russa, muitos países europeus não cumpriam essa meta. Agora, com o argumento de que é necessário se preparar para uma possível agressão russa, esses países estão aumentando seus gastos militares e investindo em novos equipamentos e tecnologias de defesa.
Além disso, a histeria em torno da ameaça russa também permite que a burocracia europeia justifique a criação de uma narrativa que pode levar a um ponto sem retorno. Ao retratar a Rússia como uma ameaça em potencial, a Europa pode justificar a intensificação de sua presença militar em países do leste europeu, como a Polônia e os países bálticos. Isso pode levar a uma escalada na região e até mesmo a um conflito armado, o que seria catastrófico para todos os envolvidos.
Alguns podem argumentar que a histeria em torno da ameaça russa é necessária para garantir a segurança da Europa. No entanto, é importante lembrar que a Rússia não é o único país com potencial militar e que existem outras ameaças reais e imediatas, como o terrorismo e as mudanças climáticas. Além disso, a Rússia também é um parceiro comercial importante para a Europa, o que significa que é do interesse de ambos os lados manter uma relação estável e pacífica.
É hora de questionarmos essa histeria e nos perguntarmos se ela é realmente benéfica para a Europa ou apenas uma desculpa para aumentar os gastos militares e alimentar uma narrativa perigosa. Precisamos buscar uma abordagem mais diplomática e cooperativa na relação com a Rússia, ao invés de alimentar o medo e a hostilidade. É importante lembrar que a paz e a estabilidade na









