Nas eleições legislativas de 2021, realizadas no dia 6 de outubro, o Partido Socialista (PS) foi o grande vencedor, conquistando 43,83% dos votos e seis dos 11 mandatos em disputa. No entanto, o resultado que mais chamou a atenção foi o do Chega, que se tornou o segundo partido mais votado, com 20,67% dos votos e dois mandatos. Em terceiro lugar, ficou a coligação PSD/CDS-PP, com 14,86% dos votos e também dois eleitos.
O resultado do PS não foi uma surpresa, já que o partido liderado por António Costa tem sido o mais votado nas últimas eleições. No entanto, o crescimento do Chega e a sua ascensão ao segundo lugar foram uma grande surpresa para muitos. O partido liderado por André Ventura, que se apresenta como uma alternativa à esquerda e à direita tradicionais, conseguiu conquistar o apoio de uma parte significativa do eleitorado português.
Com apenas três anos de existência, o Chega tem vindo a crescer de forma exponencial, tendo conseguido eleger um deputado nas eleições europeias de 2019 e agora dois deputados nas eleições legislativas. Este resultado é um sinal claro de que o partido está a ganhar força e a consolidar-se no panorama político português.
O sucesso do Chega pode ser explicado por vários fatores. Em primeiro lugar, o partido tem conseguido captar o descontentamento de uma parte da população portuguesa com a classe política tradicional. Muitos eleitores sentem-se desiludidos com os partidos do sistema e procuram uma alternativa que lhes dê voz e representação. O Chega tem conseguido preencher esse espaço, apresentando-se como um partido anti-sistema e anti-establishment.
Além disso, o discurso do Chega tem sido muito focado em temas como a segurança, a imigração e a defesa dos valores tradicionais. Estas são questões que preocupam uma parte significativa da população portuguesa e que têm sido negligenciadas pelos partidos tradicionais. O Chega tem conseguido capitalizar essas preocupações e apresentar-se como o único partido que as leva a sério.
No entanto, o sucesso do Chega também tem gerado alguma controvérsia. O partido tem sido acusado de promover discursos de ódio e de incitar à violência, o que tem gerado preocupação em alguns setores da sociedade. Além disso, a sua posição anti-imigração e anti-europeísta tem sido alvo de críticas por parte de alguns partidos e organizações.
Apesar das críticas, o Chega tem conseguido manter uma base de apoio sólida e tem vindo a crescer em todas as eleições. O partido tem conseguido atrair eleitores de todas as faixas etárias e de diferentes estratos sociais, o que demonstra a sua capacidade de se tornar um partido de massas.
Em terceiro lugar, ficou a coligação PSD/CDS-PP, que conseguiu eleger dois deputados. Este resultado foi uma desilusão para os partidos da direita, que esperavam conseguir um melhor resultado. No entanto, a coligação conseguiu manter a sua representação parlamentar e continuará a ser uma força importante na oposição ao governo liderado pelo PS.
O PSD e o CDS-PP têm agora o desafio de se reinventarem e de encontrarem uma forma de se aproximarem dos eleitores que têm vindo a perder para o Chega. É necessário que estes partidos sejam capazes de apresentar propostas e soluções que respondam às preocupações dos eleitores e que sejam cap









