Com o aumento dos juros no Brasil, investidores têm buscado alternativas para obter retornos mais atrativos. Uma das opções que tem se destacado é o crédito estruturado, que oferece uma combinação de segurança e retorno para os investidores.
O crédito estruturado é uma modalidade de investimento que envolve a compra de títulos de dívida emitidos por empresas ou instituições financeiras. Esses títulos são lastreados por ativos reais, como recebíveis, imóveis ou outras garantias, o que torna o investimento mais seguro do que outras opções de renda fixa.
Em contraste com o crédito estruturado, o high yield (também conhecido como crédito de alto rendimento) tem ganhado menos atenção dos investidores nos últimos tempos. Isso se deve, em grande parte, às preocupações com a volatilidade dos juros e a possibilidade de perdas maiores que as esperadas. Além disso, o high yield também tem sido impactado pela crise econômica causada pela pandemia do coronavírus.
Diante desse cenário, os fundos imobiliários de crédito têm se reinventado para atrair os investidores e oferecer uma alternativa ao high yield. Esses fundos, também conhecidos como FIIs de crédito, buscam investir em títulos de dívida de alta qualidade e com baixo risco de inadimplência.
Um dos principais fatores que tem impulsionado o interesse dos investidores pelo crédito estruturado é a própria política monetária do Brasil. Com os juros básicos da economia (Selic) em alta, os investimentos em renda fixa tradicionais, como os títulos públicos, têm apresentado rendimentos cada vez menores. Por outro lado, o crédito estruturado oferece retornos mais atrativos, sem abrir mão de uma margem de segurança para os investidores.
Além disso, a taxa básica de juros é apenas um dos fatores que influencia o desempenho do crédito estruturado. O índice de inadimplência e a qualidade dos ativos também são importantes para determinar o retorno dos investimentos nessa modalidade.
Outro aspecto que tem atraído os investidores para o crédito estruturado é a diversificação de carteira. Como os títulos são emitidos por diferentes empresas e setores, o investidor consegue diluir o risco e minimizar eventuais perdas. Além disso, os FIIs de crédito costumam ter uma carteira bem diversificada, o que aumenta ainda mais a segurança dos investimentos.
O cenário atual de juros elevados também trouxe uma mudança na regulação do mercado de crédito estruturado. Com a criação da “régua de risco” pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os fundos de investimento que investem em títulos de crédito privado passaram a ser classificados de acordo com a sua exposição ao risco. Isso significa que os investidores têm acesso a informações mais detalhadas sobre cada fundo, podendo tomar decisões mais bem informadas.
No entanto, é importante ressaltar que, apesar das vantagens do crédito estruturado, esse tipo de investimento exige um conhecimento maior do mercado e uma análise mais criteriosa dos ativos. Por isso, antes de investir nessa modalidade, é importante que o investidor procure orientação e conte com a expertise de um profissional especializado.
Em resumo, com juros elevados e a busca por uma maior segurança nos investimentos, os FIIs de crédito têm se tornado uma opção atraente para os investidores. A combinação de retornos mais atrativos, diversificação de carteira e maior transparência no mercado tem sido os principais fatores que têm levado os investidores a migrarem do high yield







