A energia eólica é uma das formas mais promissoras de produção de energia limpa e renovável. Ela utiliza a força dos ventos para gerar eletricidade, sem emitir gases de efeito estufa ou poluentes. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que essa fonte de energia seja totalmente aproveitada. Um dos principais desafios é a viabilidade econômica da energia eólica offshore, ou seja, aquela produzida em alto mar. Mas a ministra Maria da Graça Carvalho, em uma recente audiência no parlamento, afirmou que a decisão de investir nessa forma de energia só será tomada quando ela for economicamente viável.
A declaração da ministra foi feita durante a apreciação na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026). Durante cerca de cinco horas, ela foi questionada pelos parlamentares sobre as políticas energéticas do governo e o papel da energia eólica offshore no futuro do país. A ministra afirmou que, apesar de ser uma fonte promissora, ainda não há uma decisão concreta sobre a sua implementação, pois é necessário garantir que ela seja viável do ponto de vista econômico.
Atualmente, a maior parte da energia eólica produzida em Portugal é onshore, ou seja, em terra. No entanto, a expansão desse tipo de energia tem sido limitada pela falta de espaço e pelo impacto visual e ambiental das turbinas. Por isso, a energia eólica offshore surge como uma alternativa promissora, já que os parques eólicos podem ser instalados em alto mar, onde há ventos mais fortes e constantes. Isso possibilita uma maior produção de energia e uma menor interferência na paisagem.
No entanto, a energia eólica offshore ainda enfrenta alguns desafios para se tornar economicamente viável. O principal deles é o custo de instalação e manutenção dos parques eólicos em alto mar. Além disso, é necessário garantir a segurança e a estabilidade das estruturas, que ficam expostas a condições climáticas adversas. Todos esses fatores contribuem para um custo maior de produção de energia eólica offshore em comparação com a onshore.
Mas isso não significa que a energia eólica offshore não seja uma opção viável para o futuro. Pelo contrário, muitos países já estão investindo nessa forma de energia e colhendo bons resultados. A Dinamarca, por exemplo, é líder mundial na produção de energia eólica offshore, com mais de 5 GW instalados. Isso representa cerca de 30% da sua capacidade total de produção de energia. Outros países como Alemanha, Reino Unido e China também estão investindo fortemente nessa fonte de energia.
Para Portugal, a energia eólica offshore pode ser uma oportunidade para diversificar a sua matriz energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Além disso, ela pode gerar empregos e impulsionar a economia do país. Por isso, é importante que o governo continue estudando e investindo nessa forma de energia, buscando soluções para torná-la mais acessível e competitiva.
Outro ponto importante destacado pela ministra é a necessidade de uma estratégia integrada para a produção de energia eólica offshore. Isso inclui o estabelecimento de parcerias com outros países, a utilização de tecnologias inovadoras e a criação de condições favoráveis para o investimento privado. Além disso, é preciso garantir que a energia eólica offshore seja integrada ao sistema elétrico nacional de forma eficiente e segura.
É importante ressaltar que a energia eólica offshore não é a única solução para a transição energética. Ela deve ser vista como parte de um conjunto de medidas que visam a redução









