A expedição realizada pela Fundação Oceano Azul, em parceria com o Oceanário de Lisboa e o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, trouxe à tona uma descoberta impressionante: um ecossistema marinho de riqueza excepcional, com 206 espécies identificadas, sendo 40 delas totalmente novas para a ciência. Esta importante descoberta foi o principal impulsionador para a criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, a primeira Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário no continente, que será estabelecida em 2024.
A expedição, que durou cerca de três semanas e contou com a participação de uma equipe multidisciplinar composta por biólogos marinhos, taxonomistas, oceanógrafos e fotógrafos subaquáticos, teve como finalidade estudar a biodiversidade existente na área do recife do Algarve. Localizado a cerca de 6 km da costa, este recife é composto por uma enorme formação rochosa que serve de abrigo para uma grande diversidade de espécies marinhas, desde peixes, invertebrados e algas até mamíferos e aves.
A magnitude da biodiversidade encontrada nesta região foi surpreendente, revelando a importância do recife do Algarve como um verdadeiro tesouro natural. Foram identificadas espécies de coral, com destaque para o coral-de-fogo (Millepora alcicornis), peixes coloridos e exóticos, crustáceos, moluscos e uma grande variedade de algas em diferentes formas, cores e tamanhos. Entre as 40 espécies novas descobertas, destacam-se crustáceos como o caranguejo-de-acalento (Callichirus cardicarpus) e um novo tipo de camarão-anão (Laomenes viridis), além de um pequeno peixe colorido semelhante a uma joaninha (Eumicrotremus orbis).
Apenas esta expedição foi responsável por duplicar o número de espécies conhecidas na região do recife do Algarve, tornando esta descoberta ainda mais importante e reforçando a urgência em proteger este ecossistema único. Este grande número de espécies comprova a grande diversidade e importância das áreas marinhas do nosso país, que devem ser preservadas para garantir a continuidade dos ecossistemas marinhos e promover a sustentabilidade dos recursos naturais.
A criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado é um marco histórico para a conservação da biodiversidade marinha em Portugal. Este parque será a primeira Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário no continente e vai abranger uma área de cerca de 30 km², incluindo o recife do Algarve e a Pedra do Valado, que é uma formação rochosa de grande relevância para a reprodução de várias espécies de peixes e invertebrados.
Com a criação deste parque, será possível estabelecer medidas de proteção e conservação para a fauna e flora marinha da região, impulsionando a preservação do ecossistema e garantindo a sua sustentabilidade a longo prazo. Além disso, o parque será um importante centro de investigação científica, promovendo estudos e pesquisas sobre a biodiversidade marinha e colaborando para o avanço do conhecimento nesta área.
Esta iniciativa é fruto da parceria entre a Fundação Oceano Azul, Oceanário de Lisboa e Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, que têm como objetivo comum promover a conservação e o uso sustentável dos recursos marinhos. Para a Fund









