O Reino Unido anunciou hoje ao parlamento britânico sua decisão de se retirar do financiamento do megaprojeto de Gás Natural Liquefeito (GNL) Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Essa notícia pode ser vista como uma surpresa para muitos, mas o governo britânico garante que essa decisão foi tomada após uma cuidadosa avaliação dos riscos e desafios envolvidos no projeto.
O Mozambique LNG é um dos maiores projetos de gás natural do mundo, com um investimento estimado em cerca de US$ 20 bilhões. Ele tem como objetivo extrair e processar gás natural na costa de Moçambique e exportá-lo para mercados internacionais, como a Ásia e a Europa. A TotalEnergies é a principal empresa por trás do projeto, com uma participação de 26,5%, seguida pela Mitsui (20%), ONGC Videsh (16%), Beas Rovuma Energy (10%), BPRL Ventures (10%), e PTTEP (8,5%).
No entanto, a região de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques terroristas desde 2017, o que tem gerado preocupações sobre a segurança do projeto e dos trabalhadores envolvidos. Além disso, a pandemia de COVID-19 também trouxe incertezas e desafios adicionais para o projeto, como atrasos nas obras e queda nos preços do gás natural.
Diante desses fatores, o governo britânico decidiu retirar seu apoio financeiro ao projeto. Em um comunicado, o Secretário de Estado para a África, James Duddridge, afirmou que “o Reino Unido continua comprometido com o desenvolvimento de Moçambique, mas a segurança dos cidadãos britânicos e dos trabalhadores envolvidos no projeto é nossa prioridade”.
Essa decisão foi recebida com preocupação por alguns analistas, que acreditam que a saída do Reino Unido pode afetar a viabilidade do projeto. No entanto, o governo de Moçambique e a TotalEnergies afirmaram que estão comprometidos em encontrar outras fontes de financiamento para garantir a continuidade do projeto.
O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, expressou sua confiança de que o projeto continuará avançando, apesar da saída do Reino Unido. Ele afirmou que “o governo de Moçambique está empenhado em garantir a segurança da região de Cabo Delgado e em trabalhar com a TotalEnergies e outros parceiros para encontrar soluções viáveis para o financiamento do projeto”.
Além disso, a TotalEnergies também reiterou seu compromisso com o projeto, afirmando que “está empenhada em trabalhar com as autoridades moçambicanas e outros parceiros para garantir a segurança e o sucesso do Mozambique LNG”.
Apesar dos desafios e incertezas, o projeto de GNL em Moçambique tem o potencial de trazer grandes benefícios econômicos para o país e para a região. Estima-se que ele possa gerar cerca de US$ 50 bilhões em receitas para o governo de Moçambique ao longo de 25 anos, além de criar milhares de empregos e impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura local.
Além disso, o projeto também pode ajudar a diversificar a economia de Moçambique, que atualmente é fortemente dependente da agricultura e da mineração. Com a exportação de gás natural, o país pode se tornar um importante player no mercado global de energia e atrair mais investimentos estrangeiros.
Portanto, é importante que o governo de Moçambique e a TotalEnergies trabalhem juntos para garantir que o projeto seja implement









