O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tomou uma decisão importante em relação à situação política e institucional da Guiné-Bissau. Em uma reunião online realizada hoje, os ministros das relações exteriores dos países lusófonos recomendaram a suspensão temporária da Guiné-Bissau da organização e a transferência da presidência pro tempore para outro Estado-Membro. Essa decisão será discutida e decidida na próxima Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.
A decisão foi tomada após um profundo debate sobre a situação na Guiné-Bissau, que tem sido motivo de preocupação desde o golpe de Estado ocorrido em 26 de novembro de 2025. O Conselho de Ministros expressou sua profunda preocupação com a instabilidade política e institucional no país e decidiu agir de forma apropriada para ajudar a encontrar uma solução para essa crise.
A suspensão temporária da Guiné-Bissau da CPLP é uma medida drástica, mas necessária, para mostrar a seriedade com que a organização encara a situação no país. A CPLP é uma comunidade baseada em valores como a democracia, o estado de direito e o respeito pelos direitos humanos, e a Guiné-Bissau, como membro fundador, tem a obrigação de respeitar esses princípios. O golpe de Estado de 2025 foi uma violação grave desses valores e a CPLP não pode simplesmente ignorar essa ação.
Além da suspensão temporária, o Conselho de Ministros também recomendou que a presidência pro tempore da CPLP seja transferida para outro Estado-Membro. A presidência pro tempore é um cargo rotativo, ocupado por um dos Estados-Membros a cada dois anos, e tem como objetivo coordenar e promover ações e projetos no âmbito da CPLP. No momento, a Guiné-Bissau ocupa esse cargo, mas, devido à situação no país, é necessário que outro Estado assuma essa responsabilidade.
A decisão do Conselho de Ministros é um sinal claro de que a CPLP está comprometida em ajudar a encontrar uma solução pacífica e duradoura para a crise na Guiné-Bissau. A suspensão temporária e a transferência da presidência pro tempore são medidas que visam pressionar o país a encontrar uma solução para a instabilidade política e institucional que tem afetado a população guineense.
A CPLP também está disposta a apoiar a Guiné-Bissau em seus esforços para restaurar a ordem democrática e o estado de direito. Através do diálogo e da cooperação, acredita-se que é possível encontrar uma solução pacífica e duradoura para a crise. A organização está pronta para trabalhar em conjunto com as autoridades guineenses e com outros atores relevantes para alcançar esse objetivo.
É importante ressaltar que a suspensão temporária da Guiné-Bissau não significa um afastamento definitivo do país da CPLP. A organização continua comprometida em manter laços estreitos com a Guiné-Bissau e em ajudar o país a superar essa crise. A suspensão é uma medida temporária, que pode ser revista assim que a situação no país for estabilizada e os valores da CPLP forem respeitados.
Por fim, é importante lembrar que a decisão do Conselho de Ministros é motivada pelo desejo de ver a Guiné-Bissau voltar a ser um país democrático e estável, onde os direitos e liberdades dos cidadãos sejam respeitados. A CPLP acredita no potencial da Guiné-Bissau e está disposta









