A engenheira alemã Michaela Benthaus, de 33 anos, fez história ao se tornar a primeira pessoa a alcançar a borda do espaço em uma viagem de cerca de dez minutos. O feito impressionante foi alcançado através de um voo suborbital realizado pela empresa aeroespacial Blue Origin, de propriedade do fundador da Amazon, Jeff Bezos.
Michaela Benthaus, formada em engenharia aeroespacial pela renomada Universidade Técnica de Munique, foi uma das escolhidas para participar do voo tripulado após um rigoroso processo de seleção. A equipe era composta por seis pessoas, incluindo os bilionários Jeff Bezos e seu irmão Mark.
O voo suborbital decolou na terça-feira, dia 20 de julho, do Texas, nos Estados Unidos, e levou a tripulação até uma altitude acima de 100 quilômetros, o que é considerado oficialmente o início do espaço. Durante a viagem, a nave New Shepard, nomeada em homenagem ao primeiro astronauta americano, foi impulsionada pelo foguete e, após atingir a altitude desejada, pousou em segurança de volta à Terra.
Segundo a Blue Origin, o principal objetivo do voo foi a realização de testes e coleta de dados para futuras missões turísticas espaciais. A empresa planeja começar a vender passagens para voos suborbitais ainda este ano, com o preço estimado de US$ 200 mil a US$ 300 mil por pessoa.
Para Michaela Benthaus, a experiência foi além de um simples voo turístico. Como engenheira aeroespacial, ela teve a oportunidade de vivenciar em primeira mão as tecnologias e os desafios de uma viagem ao espaço. Em entrevista, ela destacou a importância de sua formação e da diversidade na ciência e tecnologia.
“Nós precisamos de mais mulheres e pessoas de diferentes origens nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Estou muito feliz em representar as mulheres engenheiras neste voo e espero que inspire outras meninas e mulheres a seguirem seus sonhos”, declarou Michaela Benthaus.
Além disso, a engenheira alemã aproveitou a oportunidade para promover a conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente. Durante a viagem, ela levou uma pequena bola de árvore e uma flor de plaqueta, que simbolizam as origens e a diversidade da vida na Terra.
“Como engenheira, tenho o privilégio de trabalhar com tecnologias que nos permitem avançar e descobrir novos horizontes. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que temos apenas um planeta e precisamos cuidar dele para as gerações futuras”, enfatizou Michaela.
O voo da Blue Origin também representou um marco importante na exploração espacial privada. Assim como no início da aviação, quando apenas governos e nações poderiam se aventurar a voar, a exploração espacial privada está abrindo caminho para um futuro mais acessível e sustentável no espaço.
A viagem de Michaela Benthaus e sua equipe certamente inspirará muitos jovens e adultos a se interessarem pelo campo da engenharia aeroespacial e da ciência em geral. Afinal, como diz o lema da Blue Origin, “estaríamos largamente em falta se não usarmos esta oportunidade para inspirar os jovens a seguir seus sonhos e iluminar a próxima geração em ciência e tecnologia”.
Este é apenas o começo de uma nova era na exploração espacial, e a engenheira alemã Michaela Benthaus certamente deixou sua marca nela. Sua coragem, determinação e amor pela ciência e tecnologia são um exemplo para todos nós








