Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, analisou as primeiras amostras de poeira já coletadas no lado oculto da Lua. Os resultados revelaram informações surpreendentes sobre a composição e a origem da Lua, além de fornecer uma resposta para uma antiga questão: por que a Lua é assimétrica?
A Lua é o único satélite natural da Terra e tem sido objeto de estudo e fascínio há séculos. No entanto, até recentemente, a maioria das pesquisas e explorações se concentrava no lado visível da Lua, deixando o lado oculto em grande parte desconhecido. Isso se deve ao fato de que a Lua está em rotação sincronizada com a Terra, o que significa que ela leva o mesmo tempo para dar uma volta em torno de si mesma e para orbitar nosso planeta. Isso resulta em um lado sempre voltado para a Terra e outro lado que nunca é visível.
No entanto, em 2019, a sonda chinesa Chang’e 4 se tornou a primeira a pousar no lado oculto da Lua, coletando amostras de solo e poeira para análise. E foi a partir dessas amostras que os pesquisadores da Universidade de Notre Dame realizaram seu estudo.
A análise das amostras revelou que a composição da poeira no lado oculto da Lua é significativamente diferente da encontrada no lado visível. Enquanto o lado visível é composto principalmente de basalto, uma rocha vulcânica escura, o lado oculto é composto por uma mistura de minerais de silicato e óxido de ferro, que são mais claros e mais ricos em alumínio. Essa diferença na composição sugere que a Lua pode ter se formado a partir de dois corpos celestes diferentes que se fundiram em um único satélite.
Além disso, os pesquisadores também descobriram que a poeira no lado oculto da Lua é mais fina e mais porosa do que a do lado visível. Isso pode ser explicado pela falta de atividade vulcânica no lado oculto, o que resulta em uma superfície mais antiga e mais exposta ao impacto de meteoros. Esses impactos podem ter quebrado a poeira em partículas menores e mais porosas ao longo do tempo.
Mas a descoberta mais surpreendente do estudo foi a resposta para a pergunta: por que a Lua é assimétrica? Os pesquisadores acreditam que a assimetria da Lua é resultado de um evento cataclísmico que ocorreu há cerca de 4,5 bilhões de anos. Nessa época, um objeto do tamanho de Marte colidiu com a Terra, arrancando uma grande quantidade de material que acabou se fundindo para formar a Lua. No entanto, essa colisão não foi perfeita, resultando em uma Lua com um lado mais denso e outro mais poroso.
Essas descobertas são importantes não apenas para entender a origem e a evolução da Lua, mas também para entender melhor a formação de outros corpos celestes no sistema solar. Além disso, elas podem ajudar a orientar futuras missões de exploração lunar, fornecendo informações valiosas sobre a composição e a estrutura da superfície lunar.
O estudo também destaca a importância da exploração espacial e da pesquisa científica para expandir nosso conhecimento sobre o universo. A sonda Chang’e 4 é apenas uma das muitas missões que estão sendo realizadas para explorar a Lua e outros corpos celestes, e certamente não será a última. Cada nova descoberta nos ajuda a entender melhor nosso lugar no cosmos e a nos maravilhar com a complexidade e a diversidade do universo.
Em resumo, o









