A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e diversificados do mundo, abrigando uma infinidade de espécies de plantas e animais. No entanto, nas últimas décadas, essa região vem sofrendo com a redução significativa de sua vegetação nativa, o que vem causando impactos ambientais e sociais. Entre esses impactos, está a alteração na disponibilidade de hospedeiros para os mosquitos e a aproximação desses insetos das populações humanas.
A Mata Atlântica é considerada uma das áreas mais importantes para a conservação da biodiversidade no planeta. Com uma extensão de mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, abrange diversos estados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros. Porém, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Mata Atlântica já perdeu mais de 70% de sua cobertura vegetal original, representando um dos biomas mais ameaçados do mundo.
Essa redução da vegetação nativa tem sido causada principalmente por atividades humanas, como a expansão urbana, a exploração madeireira e a agricultura. Com isso, diversas espécies de plantas e animais estão sendo afetadas, entre elas, os mosquitos, que são importantes vetores de doenças para os seres humanos.
Um dos principais fatores que contribui para a proliferação dos mosquitos é a disponibilidade de hospedeiros, ou seja, de animais que possam servir de alimento para esses insetos. Na Mata Atlântica, a redução da vegetação nativa tem causado um desequilíbrio ecológico, afetando diretamente a dieta dos mosquitos. Com menos árvores e plantas, há uma diminuição na quantidade de animais que servem como hospedeiros, o que leva os mosquitos a buscarem outras fontes de alimento, como os seres humanos.
Além disso, a degradação da Mata Atlântica também tem causado a fragmentação de habitats, o que significa que os mosquitos têm cada vez menos espaço para se reproduzir e se alimentar. Isso faz com que esses insetos se aproximem cada vez mais das áreas urbanas, onde encontram condições favoráveis para sua sobrevivência, como a presença de água parada e acúmulo de lixo.
A aproximação dos mosquitos das populações humanas pode trazer consequências graves para a saúde pública. Isso porque esses insetos são responsáveis pela transmissão de diversas doenças, como a dengue, a zika e a chikungunya. Com a redução da vegetação nativa na Mata Atlântica, essas doenças têm se espalhado com mais facilidade, colocando em risco a vida e a saúde das pessoas que vivem nas áreas afetadas.
Além disso, a proliferação dos mosquitos também pode trazer impactos econômicos, já que essas doenças afetam a produtividade e o bem-estar da população. Estima-se que, somente no Brasil, as doenças transmitidas pelos mosquitos causam prejuízos de bilhões de reais por ano.
Diante desse cenário, é fundamental que medidas sejam tomadas para preservar a vegetação nativa da Mata Atlântica e, consequentemente, reduzir os impactos causados pela aproximação dos mosquitos das populações humanas. Uma das formas de fazer isso é por meio da recuperação de áreas degradadas, que consiste na restauração de áreas desmatadas, permitindo o retorno da vegetação e, consequentemente, a volta dos hospedeiros naturais dos mosquitos.
Além disso, é preciso investir em ações de conscientização









