Dados do Vigitel mostram que a obesidade mais que dobrou desde 2006, superando o patamar definido como meta pelo governo federal.
A obesidade é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e, infelizmente, o Brasil não está imune a essa realidade. De acordo com os dados do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgados pelo Ministério da Saúde, a obesidade mais que dobrou no país desde 2006, superando o patamar definido como meta pelo governo federal. Esses números são alarmantes e nos fazem refletir sobre a importância de adotarmos hábitos de vida mais saudáveis.
Segundo o Vigitel, em 2006, a taxa de obesidade no Brasil era de 11,8%, enquanto em 2018 esse número saltou para 19,8%. Isso significa que quase um quinto da população brasileira está acima do peso considerado saudável. Além disso, a pesquisa também revelou que a obesidade é mais comum entre as mulheres (20,7%) do que entre os homens (18,7%). A faixa etária mais afetada é a de 55 a 64 anos, com 25,7% de obesos, seguida pela faixa de 45 a 54 anos, com 25,2%.
Esses dados são preocupantes, pois a obesidade é um fator de risco para diversas doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, entre outras. Além disso, ela também pode afetar a qualidade de vida, causando problemas emocionais, dificuldades de locomoção e até mesmo preconceito.
Mas o que tem contribuído para o aumento da obesidade no Brasil? Segundo o Vigitel, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e a falta de atividade física são os principais fatores. O estilo de vida moderno, com a correria do dia a dia, muitas vezes nos leva a optar por refeições rápidas e práticas, que geralmente são ricas em gorduras, açúcares e sódio. Além disso, a falta de tempo para a prática de exercícios físicos também contribui para o sedentarismo e o ganho de peso.
Diante desses números, é preciso que cada um de nós faça a sua parte para combater a obesidade. A mudança de hábitos alimentares é fundamental para manter uma vida saudável. Optar por uma alimentação balanceada, com frutas, verduras e legumes, e evitar o consumo excessivo de alimentos industrializados e fast food são medidas importantes. Além disso, é fundamental praticar atividades físicas regularmente, seja caminhando, correndo, pedalando ou qualquer outra atividade que traga prazer e movimento para o corpo.
Além disso, é importante que o governo invista em políticas públicas que incentivem a adoção de hábitos saudáveis pela população. Ações de conscientização, programas de alimentação saudável e incentivo à prática de atividades físicas podem fazer a diferença na luta contra a obesidade.
É preciso também que as empresas e indústrias de alimentos assumam a sua responsabilidade social e ofereçam opções mais saudáveis aos consumidores. Reduzir a quantidade de açúcares, gorduras e sódio nos alimentos industrializados e investir em produtos mais naturais e nutritivos pode ser uma forma de contribuir para a saúde da população.
É importante lembrar que a obesidade não é apenas uma questão estética, mas sim uma questão de saúde pública. Precisamos nos conscientizar de que a mudança de hábitos é fundamental para prevenir doenças e garantir uma vida mais saud









