Nos últimos anos, temos visto uma crescente desorganização nos Estados Unidos como instrumento de poder. Desde a saída do país de acordos internacionais importantes, como o Acordo de Paris e o acordo nuclear com o Irã, até a imprevisibilidade nas relações diplomáticas e comerciais, os Estados Unidos parecem estar apostando cada vez mais na desordem como forma de exercer sua influência no mundo.
No entanto, essa estratégia pode estar tendo um efeito contrário ao desejado. Quanto mais os Estados Unidos se desorganizam, mais o mundo se organiza sem eles. Não se trata de antiamericanismo, mas sim de realismo e pragmatismo. É preciso reconhecer que, em um mundo cada vez mais interconectado e interdependente, a desorganização de um país pode ter consequências globais.
Um dos principais exemplos dessa tendência é o Acordo de Paris. Ao se retirar do acordo, os Estados Unidos enviaram uma mensagem clara de que não estão comprometidos com a luta contra as mudanças climáticas. No entanto, isso não impediu que outros países, como a China e a União Europeia, continuassem firmes em seus compromissos e até mesmo aumentassem suas metas de redução de emissões. Além disso, a saída dos Estados Unidos do acordo abriu espaço para que outros países, como o Brasil, assumissem um papel de liderança nas negociações climáticas.
Outro exemplo é a imprevisibilidade nas relações diplomáticas e comerciais dos Estados Unidos. A constante mudança de postura em relação a aliados e parceiros comerciais tem gerado incertezas e inseguranças no cenário internacional. Isso tem levado outros países a buscarem novas parcerias e alianças, muitas vezes sem a presença dos Estados Unidos. Um exemplo disso é o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que foi negociado sem a participação dos Estados Unidos e pode se tornar um importante contraponto ao protecionismo americano.
Além disso, a desorganização interna dos Estados Unidos também tem impacto no cenário internacional. A polarização política e a falta de consenso entre os diferentes poderes do país têm dificultado a tomada de decisões e a implementação de políticas consistentes. Isso tem gerado instabilidade e incertezas no mercado financeiro e na economia global, afetando não apenas os Estados Unidos, mas também outros países.
É importante ressaltar que essa tendência não é benéfica para ninguém. A desorganização dos Estados Unidos pode ter consequências negativas para o próprio país, como a perda de influência e poder no cenário internacional. Além disso, a falta de liderança e cooperação por parte dos Estados Unidos pode dificultar a resolução de problemas globais, como as mudanças climáticas e os conflitos internacionais.
Por isso, é fundamental que os Estados Unidos repensem sua estratégia e voltem a assumir um papel de liderança e cooperação no mundo. Isso não significa abrir mão de seus interesses nacionais, mas sim reconhecer que, em um mundo cada vez mais interdependente, a cooperação e a organização são fundamentais para o sucesso de todos.
É preciso lembrar que os Estados Unidos são uma potência mundial e têm um papel importante a desempenhar na construção de um mundo mais justo, pacífico e sustentável. E isso só será possível se o país estiver disposto a trabalhar em conjunto com outros países, respeitando suas diferenças e buscando soluções conjuntas para os desafios globais.
Portanto, é hora de os Estados Unidos abandonarem a estratégia da desorganização como instrumento de poder e voltarem a ser um exemplo de liderança e cooperação no mundo. Quanto mais o país se organizar e trabalhar em conjunto com outros países, mais poderá influenciar positivamente o








