Uma pesquisa recente realizada por cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revelou um fato surpreendente sobre os bebês com poucos dias de vida. De acordo com o estudo, esses pequenos seres humanos já são capazes de antecipar padrões rítmicos na música, porém ainda não conseguem fazer o mesmo com a melodia.
O estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, contou com a participação de 39 bebês com idade entre 2 e 5 dias de vida. Os pesquisadores utilizaram uma técnica de eletroencefalografia para medir as ondas cerebrais dos bebês enquanto eles ouviam diferentes tipos de música.
Os resultados mostraram que os bebês apresentaram uma maior atividade cerebral quando ouviam músicas com padrões rítmicos regulares, como aquelas presentes em canções de ninar. Porém, quando a melodia era alterada, a atividade cerebral diminuía. Isso sugere que os bebês conseguem antecipar os padrões rítmicos, mas ainda não são capazes de prever mudanças na melodia.
Segundo os pesquisadores, esse achado é importante pois mostra que os bebês já nascem com uma predisposição para a música e que isso pode ter um papel importante no desenvolvimento cognitivo e emocional desses indivíduos.
O responsável pelo estudo, Dr. Toshitaka Nakamura, afirma que “essa descoberta muda a forma como entendemos o desenvolvimento musical em bebês. Antes, pensávamos que a capacidade de perceber e apreciar a melodia era algo que se desenvolvia com o tempo, mas nossos resultados sugerem que os bebês já possuem uma sensibilidade para os padrões rítmicos desde os primeiros dias de vida”.
Além disso, a pesquisa também aponta que essa habilidade dos bebês pode estar relacionada à comunicação e interação social. Isso porque a música é uma forma de linguagem universal e pode ser utilizada como uma ferramenta para a conexão entre pais e filhos.
Os resultados também reforçam a importância da exposição dos bebês à música desde cedo. Estudos anteriores já haviam mostrado que a exposição à música durante a gestação pode ter efeitos positivos no desenvolvimento do cérebro do bebê. Agora, essa pesquisa sugere que a exposição à música desde os primeiros dias de vida pode ser ainda mais benéfica.
No entanto, os pesquisadores alertam que ainda são necessários mais estudos para entender melhor como a música pode influenciar o desenvolvimento dos bebês e como isso pode ser utilizado de forma terapêutica.
Porém, uma coisa é certa: a música tem um poder incrível e é capaz de nos conectar de forma única e especial. E agora, sabemos que essa conexão começa desde os primeiros dias de vida. Então, que tal colocar uma música suave para embalar o sono do seu bebê hoje à noite? Quem sabe ele já não esteja antecipando os padrões rítmicos e se preparando para uma boa noite de sono?









