A regra é a resposta ser tardia e desarticulada, mais solidária do que institucional. Desenrascamos muito. A intervenção do primeiro-ministro, que deveria ser excepcional, tornou-se obrigatória. E o pior é que não aprendemos de um episódio para o outro, repetimos tudo.
É comum ouvirmos frases como essas em relação à gestão pública e suas tomadas de decisão. Mas será que essa é a realidade que queremos para o nosso país? Será que é isso que esperamos de nossos governantes? Acredito que não. Precisamos mudar essa mentalidade de que a resposta tardia e desarticulada é aceitável, pois isso só perpetua os problemas e não traz soluções efetivas.
Vivemos em um mundo em constante evolução, com avanços tecnológicos e sociais que exigem uma resposta ágil e eficiente por parte dos governantes. No entanto, o que vemos é justamente o contrário. A resposta é sempre tardia, muitas vezes apenas para “apagar incêndios” e não para prevenir que os problemas aconteçam.
E o mais preocupante é que essa resposta tardia é acompanhada de uma falta de articulação entre os órgãos governamentais. Não é raro vermos um ministério ou secretaria responsável por uma questão importante agindo de forma isolada, sem comunicação com os demais setores. Isso gera retrabalho, desperdício de recursos e, o mais grave, prejudica a população que espera uma atuação conjunta e eficiente do poder público.
Além disso, a solidariedade tem sido mais presente do que a institucionalidade. O “jeitinho brasileiro” de resolver as coisas acaba se tornando a regra, em vez de buscarmos soluções baseadas em leis e normas. O resultado disso é uma gestão pública muitas vezes ineficiente e que não atende às necessidades da população.
Uma das consequências dessa forma de agir é a necessidade cada vez maior da intervenção do primeiro-ministro, que deveria ser excepcional e não uma rotina. É papel do governante garantir que as instituições funcionem de forma independente e que os órgãos responsáveis por cada área atuem de forma eficiente. Quando isso não acontece, é preciso que o líder máximo tome as rédeas da situação, mas isso não pode se tornar uma prática comum.
O mais preocupante de tudo isso é que não aprendemos de um episódio para o outro, repetimos os mesmos erros. A cada crise, a cada problema, vemos as mesmas respostas tardias, desarticuladas e solidárias. É como se não houvesse um aprendizado, uma reflexão sobre o que pode ser feito de forma diferente para evitar que a situação se repita.
Precisamos mudar essa mentalidade e cobrar dos nossos governantes uma gestão pública mais eficiente e eficaz. A resposta deve ser ágil, articulada e baseada em leis e normas. A solidariedade é importante, mas não pode ser a base de uma gestão pública. É preciso que as instituições funcionem de forma independente e que cada órgão tenha atuação clara e bem definida.
Além disso, é necessário que haja um aprendizado constante, uma avaliação dos erros e acertos em cada situação para que não se repitam. Não podemos continuar repetindo os mesmos erros e esperar resultados diferentes.
É hora de mudarmos essa regra de resposta tardia e desarticulada. É hora de buscarmos uma gestão pública mais sólida, baseada em princípios e leis, que atenda às necessidades da população e não apenas de grupos políticos ou interesses particulares. É hora de evoluirmos e construirmos um país melhor para todos.







