Um estudo recente realizado por cientistas do Observatório de Raios Cósmicos Pierre Auger, na Argentina, trouxe novas descobertas sobre a misteriosa partícula Amaterasu. Conhecida como a “deusa do Sol”, essa partícula é considerada um dos raios cósmicos mais energéticos já vistos e sua origem sempre foi um mistério para a comunidade científica. No entanto, os resultados dessa pesquisa indicam que a Amaterasu pode ter se originado em uma galáxia próxima à nossa.
Os raios cósmicos são partículas de alta energia que viajam pelo espaço a velocidades próximas à da luz. Eles são formados por prótons, nêutrons e elétrons, e podem ser produzidos por eventos extremamente violentos, como explosões de supernovas ou colisões entre galáxias. Essas partículas são constantemente bombardeadas em direção à Terra, mas a maioria delas é bloqueada pela atmosfera e não chega até nós.
No entanto, a Amaterasu é uma exceção. Com uma energia estimada em 2,6 x 10^20 elétron-volts (eV), ela é cerca de 100 milhões de vezes mais energética do que as partículas produzidas pelo Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo. Essa descoberta foi feita em 2017, quando a Amaterasu foi detectada pelo Observatório de Raios Cósmicos Pierre Auger.
Desde então, os cientistas têm se dedicado a entender a origem dessa partícula tão poderosa. E, após analisar dados de outras fontes de raios cósmicos, como o Observatório de Raios Gama HESS, na Namíbia, e o Telescópio de Neutrinos IceCube, na Antártica, eles chegaram a uma conclusão surpreendente: a Amaterasu pode ter se originado em uma galáxia próxima à nossa Via Láctea.
Essa galáxia, conhecida como Centaurus A, está localizada a cerca de 13 milhões de anos-luz de distância da Terra e é considerada uma das mais próximas e mais brilhantes galáxias ativas. Ela possui um buraco negro supermassivo em seu centro, que é responsável por emitir jatos de partículas de alta energia. E, de acordo com os pesquisadores, esses jatos podem ser a fonte da Amaterasu.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após analisar a direção de chegada da Amaterasu e compará-la com a posição de Centaurus A no céu. Eles também levaram em consideração a trajetória da partícula, que foi desviada pelo campo magnético da Via Láctea antes de chegar à Terra. Esses fatores indicam que a Amaterasu pode ter sido produzida em Centaurus A e viajado pelo espaço até chegar até nós.
Essa descoberta é extremamente importante para a compreensão dos raios cósmicos e dos fenômenos que os produzem. Além disso, ela também pode ajudar a desvendar outros mistérios do universo, como a origem dos raios gama e dos neutrinos de alta energia. E, para os cientistas, é uma prova de que a colaboração entre diferentes observatórios e instituições é fundamental para avançar no conhecimento sobre o cosmos.
No entanto, ainda há muito a ser descoberto sobre a Amaterasu e os raios cósmicos em geral. Os pesquisadores ainda não sabem exatamente como essas partículas são aceleradas a energias tão altas e como elas conseguem viajar pelo espaço sem perder sua energia. Mas, com os avanços tecnológicos e a colaboração entre diferentes equipes de pesquisa, é possível que em um futuro









