O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola tem como missão fornecer dados estatísticos precisos e confiáveis para auxiliar na tomada de decisões políticas e no desenvolvimento do país. E um dos principais estudos realizados pelo INE é o Inquérito ao Emprego em Angola (IEA), que tem como objetivo medir a situação do mercado de trabalho no país.
De acordo com o último IEA, realizado em 2019, a população angolana em idade ativa, ou seja, com 15 anos ou mais, foi estimada em 22.424.975 indivíduos. Isso representa um aumento de 2,7% em relação ao estudo anterior, realizado em 2014. Esses números são extremamente importantes para entendermos a dinâmica do mercado de trabalho em Angola e planejarmos ações para melhorar a situação dos trabalhadores e da economia do país.
O IEA é realizado a cada cinco anos e é considerado uma das principais fontes de informação sobre o mercado de trabalho em Angola. O estudo é feito por meio de uma amostra representativa da população, que é entrevistada sobre diversos aspectos relacionados ao emprego, como nível de escolaridade, renda, setor de atuação, entre outros.
Uma das principais informações obtidas pelo IEA é a taxa de desemprego, que é calculada a partir da proporção de pessoas sem ocupação em relação à população economicamente ativa (PEA). De acordo com o último estudo, a taxa de desemprego em Angola foi de 28,8%, representando uma redução em relação ao estudo anterior, que registrou uma taxa de 29,8%. Esse é um dado positivo e mostra que as ações do governo e do setor privado estão surtindo efeito na geração de empregos no país.
Outro dado importante revelado pelo IEA é a taxa de emprego informal, que engloba trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregados domésticos. Em Angola, essa taxa é bastante elevada, representando 86,4% da população ocupada. Isso significa que a maioria dos trabalhadores no país não possui benefícios e garantias trabalhistas, o que pode ser um reflexo da falta de oportunidades formais de emprego. Porém, é importante ressaltar que essa taxa também apresentou uma redução em relação ao estudo anterior, que registrou 87,7%.
Além disso, o IEA também revela informações sobre a estrutura do mercado de trabalho em Angola. O setor de serviços é o que mais emprega no país, representando 53,7% da população ocupada. Em seguida, temos o setor de comércio (21,8%), indústria (15,9%) e agricultura (8,6%). Esses dados mostram que o setor de serviços é o que mais tem se desenvolvido em Angola, o que pode ser um reflexo do crescimento da economia e da modernização do país.
O estudo também revela informações sobre a escolaridade dos trabalhadores em Angola. De acordo com o IEA, 42,6% da população ocupada possui ensino médio completo ou superior incompleto, enquanto 31,9% possui ensino fundamental completo ou médio incompleto. Esses dados mostram que a maioria dos trabalhadores possui pelo menos o ensino médio completo, o que é um avanço em relação aos anos anteriores.
Outro dado importante revelado pelo IEA é a diferença salarial entre homens e mulheres. De acordo com o estudo, as mulheres ainda recebem salários menores que os homens, com uma média de 77,5% do rendimento dos homens. Essa desigualdade de gênero é um desafio a ser enfrentado pelo governo e pela sociedade como um todo, pois é fundamental garantir a igualdade de oportunidades e remuneração









