A utilização de excrementos em preparações terapêuticas não é uma prática recente. Na verdade, essa técnica tem sido utilizada por diferentes culturas ao longo dos séculos, com o objetivo de tratar diversas condições inflamatórias, infecções e distúrbios físicos. E, com o avanço da ciência, a evidência química tem se mostrado cada vez mais presente para comprovar a eficácia desses tratamentos.
Um exemplo disso é a utilização de excrementos de animais como a bosta de vaca, a bosta de elefante e a bosta de pombo na medicina tradicional chinesa. Esses excrementos são utilizados na forma de pós e decocções, e têm sido utilizados para tratar doenças como artrite, reumatismo, inflamações cutâneas e até mesmo câncer.
A eficácia desses tratamentos tem sido confirmada por vários estudos científicos. Um desses estudos, realizado em 2015 pela Universidade de Nanjing, na China, comprovou que a bosta de vaca possui propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, sendo capaz de aliviar dores e inflamações em pacientes com artrite reumatoide.
Outro estudo, realizado em 2018 pela Universidade de Pequim, também na China, revelou que a bosta de elefante possui uma substância chamada ácido hialurônico, conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes. Essa substância é utilizada em tratamentos para acne, eczema, psoríase e outras condições inflamatórias da pele.
Mas não são apenas os excrementos de animais que têm sido utilizados na medicina. Os excrementos humanos também têm sido utilizados em diversas preparações terapêuticas. Um exemplo disso é a utilização de fezes humanas no tratamento da colite ulcerativa, uma doença inflamatória intestinal.
Um estudo realizado em 2013 pela Universidade de Alberta, no Canadá, comprovou que a transferência de fezes de indivíduos saudáveis para pacientes com colite ulcerativa resultou em uma melhora significativa dos sintomas e na cicatrização das lesões no intestino. Isso ocorre porque as fezes saudáveis possuem uma grande quantidade de bactérias benéficas que ajudam a restaurar o equilíbrio da flora intestinal e a combater a inflamação.
Além disso, a utilização de excrementos humanos também tem sido estudada como uma possível terapia para tratar infecções por bactérias resistentes a antibióticos. Em um estudo realizado em 2018 pela Universidade de São Paulo, no Brasil, foi demonstrado que a utilização de fezes humanas em pacientes com infecções causadas pela bactéria Clostridium difficile foi capaz de eliminar a infecção em 94% dos casos.
Mas como esses excrementos são utilizados em preparações terapêuticas? Na maioria dos casos, eles passam por um processo de desidratação e esterilização para eliminar possíveis agentes patogênicos. Em seguida, são transformados em pós ou cápsulas para facilitar o consumo. Essas preparações podem ser utilizadas interna ou externamente, dependendo da condição a ser tratada.
Além da evidência química, a utilização de excrementos em preparações terapêuticas também tem sido comprovada pela experiência clínica. Muitos pacientes relatam uma melhora significativa em suas condições de saúde após o uso desses tratamentos, o que reforça ainda mais a eficácia dessas terapias.
Portanto, podemos concluir que a utilização de excrementos em preparações terapêuticas é uma prática comprovadamente ef









