Registro inédito revela, com nível de precisão nunca alcançado, a região mais extrema da galáxia e a matéria-prima que dá origem às estrelas
Um dos maiores mistérios do universo é a origem das estrelas. Por séculos, os cientistas se questionaram sobre como esses corpos celestes tão brilhantes e imponentes surgiram no espaço. E agora, graças a um registro inédito, temos a resposta com um nível de precisão nunca antes alcançado.
Uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), conseguiu mapear com detalhes a região mais extrema da nossa galáxia, a Via Láctea, e descobrir a matéria-prima que dá origem às estrelas. Essa descoberta é um marco histórico para a astronomia e nos permite entender melhor como o universo se formou e evoluiu.
O registro foi possível graças ao uso do Very Large Telescope (VLT), um dos telescópios mais avançados do mundo, localizado no deserto do Atacama, no Chile. Com uma tecnologia de ponta, o VLT conseguiu capturar imagens de alta resolução da região conhecida como “Nuvem Molecular de Orion”, localizada a cerca de 1.350 anos-luz da Terra.
Essa nuvem é uma das maiores e mais próximas regiões de formação estelar da Via Láctea, com uma massa equivalente a 2 milhões de vezes a do nosso Sol. E é exatamente nessa nuvem que os astrônomos encontraram a resposta para o mistério da origem das estrelas.
Através das imagens capturadas pelo VLT, os cientistas conseguiram identificar a presença de filamentos de gás e poeira cósmica, conhecidos como “fios de poeira”. Esses filamentos são os responsáveis por fornecer a matéria-prima necessária para a formação das estrelas.
Segundo o líder da equipe de pesquisa, o Dr. Jaime Pineda, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, “essa é a primeira vez que conseguimos mapear com essa precisão os filamentos de poeira cósmica em uma nuvem molecular tão distante. Isso nos permite entender melhor como as estrelas se formam e como o universo evolui”.
Os filamentos de poeira cósmica são extremamente importantes para a formação das estrelas, pois são eles que fornecem o material necessário para a criação de novos corpos celestes. Quando esses filamentos se fragmentam, devido à força gravitacional, eles formam nuvens menores e mais densas, que eventualmente se transformam em estrelas.
Além disso, os cientistas também descobriram que esses filamentos de poeira cósmica são mais densos e mais complexos do que se imaginava anteriormente. Isso significa que a formação de estrelas é um processo ainda mais complexo e fascinante do que se pensava.
Essa descoberta também tem implicações importantes para a pesquisa de planetas fora do nosso sistema solar. Isso porque, para que a vida possa existir em outros planetas, é necessário que haja estrelas próximas para fornecer energia e calor.
Com o registro inédito da região mais extrema da Via Láctea, os cientistas agora têm mais informações para entender como as estrelas se formam e como o universo evolui. E essa descoberta pode levar a novas pesquisas e avanços significativos na astronomia.
O diretor geral do ESO, Xavier Barcons, destacou a importância dessa descoberta: “essa é uma conquista notável da nossa comunidade científica. O ESO tem o compromisso de continuar a









