O mundo da dança contemporânea é conhecido por sua diversidade e inclusão, e isso é ainda mais evidente na produção “Solos Multiplicados II”, que estreia nesta sexta-feira nas Carpintarias de São Lázaro, em Lisboa. Com um elenco de dez artistas, com e sem deficiência, o espetáculo promete ser uma reflexão sobre a diversidade e a cooperação, trazendo à tona questões importantes sobre inclusão e igualdade.
A produção é uma continuação do sucesso “Solos Multiplicados”, que estreou em 2019 e foi aclamado pelo público e pela crítica. Desta vez, o espetáculo conta com a participação de artistas com diferentes tipos de deficiência, como física, visual e auditiva, além de artistas sem deficiência. Juntos, eles exploram a dança contemporânea em sua forma mais pura e autêntica, mostrando que a arte não tem barreiras e pode ser apreciada por todos.
A ideia de reunir artistas com e sem deficiência em um mesmo palco surgiu da coreógrafa e diretora do espetáculo, Ana Rita Barata. Ela acredita que a dança é uma forma de expressão universal, que pode ser entendida e apreciada por todos, independentemente de suas limitações. Em entrevista, Ana Rita afirmou que “a dança é uma linguagem que vai além das palavras, e é isso que torna possível a inclusão de todos os artistas no mesmo palco. É uma forma de mostrar que somos todos iguais, e que a arte é capaz de unir e transformar vidas”.
Além da inclusão, o espetáculo também aborda a cooperação entre os artistas. Cada um dos dez solos apresentados é uma colaboração entre um artista com deficiência e um artista sem deficiência, mostrando que a diversidade pode ser uma fonte de inspiração e criatividade. Os ensaios foram um verdadeiro exercício de empatia e respeito, onde os artistas aprenderam uns com os outros e se ajudaram a superar desafios.
A escolha das Carpintarias de São Lázaro como palco para a estreia do espetáculo também é significativa. O espaço é conhecido por sua programação cultural diversificada e por promover a inclusão e a acessibilidade em suas atividades. Além disso, o local é adaptado para receber pessoas com deficiência, garantindo que todos possam desfrutar da experiência do espetáculo.
A expectativa para a estreia de “Solos Multiplicados II” é grande, tanto por parte do público quanto dos artistas envolvidos. O espetáculo promete ser uma celebração da diversidade e da arte, e uma oportunidade de reflexão sobre a importância da inclusão em nossa sociedade. Através da dança, os artistas mostram que é possível superar barreiras e preconceitos, e que a cooperação e a empatia são fundamentais para uma sociedade mais justa e igualitária.
Após a estreia, o espetáculo terá uma segunda apresentação no sábado, e a expectativa é que ele percorra outras cidades do país, levando sua mensagem de inclusão e diversidade para ainda mais pessoas. “Solos Multiplicados II” é um espetáculo que vai além da dança, é uma manifestação artística que nos convida a refletir sobre nossas diferenças e a valorizar a beleza da diversidade.
Em tempos de polarização e intolerância, iniciativas como essa são um sopro de esperança e inspiração. A arte tem o poder de nos unir e nos fazer enxergar o mundo de uma forma mais humana e empática. Que “Solos Multiplicados II” seja um exemplo a ser seguido, e que a inclusão e a diversidade se








