Queremos políticos que sejam profissionais, especialistas em técnicas robustas, profundos conhecedores, encartados, mas nunca das áreas em que trabalham ou tutelam. Essa frase pode parecer contraditória à primeira vista, mas vamos analisá-la mais a fundo.
Atualmente, vivemos um período conturbado na política. Escândalos de corrupção, falta de ética e comprometimento com a população são apenas algumas das questões que nos fazem questionar a qualidade dos nossos representantes. E é nesse cenário que surge a necessidade de políticos que sejam verdadeiros profissionais, com expertise em suas áreas de atuação, mas que não estejam diretamente ligados a ela.
Quando falamos em políticos profissionais, nos referimos a pessoas que se dedicaram a estudar e se aprofundar nas técnicas e habilidades necessárias para exercerem um cargo público com excelência. E aqui não estamos falando apenas de diplomas e títulos acadêmicos, mas sim de uma formação sólida em áreas como gestão, economia, direito e muitas outras que são fundamentais para a tomada de decisões em cargos políticos.
Mas por que não queremos que esses profissionais sejam especialistas nas áreas em que atuam ou tutelam? A resposta é simples: interesses. Quando um político tem uma formação específica e trabalhou durante anos em uma determinada área, é natural que ele tenha algum tipo de interesse ou ligação com empresas ou grupos relacionados a essa área. E isso pode influenciar suas decisões e ações, colocando em xeque a sua imparcialidade e comprometimento com o bem comum.
Por exemplo, imagine um político que seja formado em medicina e tenha trabalhado durante anos na indústria farmacêutica. Ele certamente terá boas relações e conhecimentos nesse setor, o que pode influenciar suas decisões na hora de regulamentar o preço de medicamentos, por exemplo. Já um político que não tenha essa formação específica, mas sim uma visão mais ampla e técnica das questões, poderá tomar decisões mais justas e pensando no bem estar da população como um todo.
Além disso, quando falamos em políticos profissionais, queremos pessoas que estejam preparadas para lidar com questões complexas e que tenham conhecimento técnico para encontrar soluções efetivas e duradouras. Não queremos mais políticos que sejam apenas bons oradores e saibam fazer promessas vazias. Queremos políticos que tenham a capacidade de entender e resolver problemas reais que afetam a vida dos cidadãos.
E essa formação técnica e ampla é fundamental para que um político seja capaz de atuar em diferentes áreas e temas. Afinal, um país é composto por inúmeras questões e desafios, que não podem ser resolvidos apenas com base em ideologias ou interesses pessoais. Precisamos de representantes que tenham uma visão abrangente e que sejam capazes de dialogar e trabalhar em conjunto com diversos setores da sociedade para encontrar as melhores soluções.
Além disso, ao exigirmos que nossos políticos sejam verdadeiros profissionais, estamos elevando o nível da política como um todo. Não queremos mais ver pessoas sem preparo e sem conhecimento técnico ocupando cargos importantes e tomando decisões que afetam a vida de milhões de pessoas. É preciso valorizar a formação e a qualificação dos nossos representantes, para que tenhamos uma política mais transparente, ética e eficiente.
Mas é importante ressaltar que não estamos falando de políticos perfeitos. Todos nós somos passíveis de erros e falhas, e isso também se aplica aos profissionais da política. No entanto, quando temos pessoas com uma formação sólida e um







