Com a chegada do Dia das Mães, é comum vermos mensagens de amor e gratidão sendo compartilhadas nas redes sociais e nas ruas. É uma data especial para celebrar e homenagear aquela que nos deu a vida e nos ensinou a ser quem somos. No entanto, por trás de toda essa felicidade e amor, muitas mães enfrentam uma realidade que nem sempre é retratada nas fotos e declarações: os dilemas da maternidade e seus impactos na saúde mental.
Ser mãe é um dos papéis mais desafiadores que uma mulher pode assumir. É uma jornada repleta de alegrias, mas também de muitas preocupações, dúvidas e cobranças. Desde o momento em que descobrem a gravidez, as mulheres são bombardeadas com expectativas e ideais de como devem ser e agir como mães. E quando o bebê nasce, a pressão só aumenta.
É comum que as mães se sintam sobrecarregadas e exaustas, tanto física quanto emocionalmente. Afinal, elas precisam conciliar a maternidade com outras responsabilidades, como trabalho, estudos e cuidados com a casa. Além disso, muitas vezes, a cobrança por ser uma “mãe perfeita” vem de todos os lados: familiares, amigos, sociedade e até mesmo de si mesmas.
Essa pressão constante pode levar a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão pós-parto afeta cerca de 20% das mulheres após o parto. E a ansiedade materna, que é caracterizada por preocupações excessivas com o bem-estar do filho, também é muito comum.
Além disso, a maternidade também pode trazer à tona traumas e questões emocionais não resolvidas. Muitas mulheres se veem diante de um turbilhão de emoções ao se tornarem mães, e isso pode ser desencadeado por diversos fatores, como a própria gestação, o parto, a amamentação e a adaptação à nova rotina.
É importante ressaltar que não existe uma forma “certa” de ser mãe. Cada mulher tem sua própria história, suas próprias crenças e valores, e isso deve ser respeitado. Não há um manual que ensine como ser a mãe perfeita, e é preciso entender que está tudo bem não ser perfeita o tempo todo.
É fundamental que as mães tenham um espaço para falar sobre seus sentimentos e dificuldades. Infelizmente, ainda existe um tabu em relação à saúde mental, e muitas mulheres se sentem julgadas ou até mesmo culpadas por não estarem se sentindo felizes e realizadas o tempo todo. Por isso, é importante que haja apoio e acolhimento para que elas possam expressar suas emoções sem medo de serem julgadas.
Além disso, é fundamental que as mães cuidem de si mesmas. É comum que elas coloquem as necessidades dos filhos e da família em primeiro lugar, mas é preciso lembrar que, para cuidar dos outros, é preciso estar bem consigo mesma. Tirar um tempo para si, praticar atividades que trazem prazer e buscar ajuda profissional quando necessário são atitudes essenciais para a saúde mental das mães.
Neste Dia das Mães, é importante refletirmos sobre os desafios e dilemas da maternidade e como eles podem afetar a saúde mental das mulheres. É preciso quebrar o estereótipo da “mãe perfeita” e entender que ser mãe é uma jornada de altos e baixos, mas que, no final, o amor e a dedicação sempre prevalecem.
Para todas as mães, fica o









