O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou no início de setembro de 2021 mais uma elevação na taxa básica de juros, a Selic, desta vez em 0,50 ponto percentual, chegando a 14,75% ao ano. O aumento já era esperado pelo mercado e tem como objetivo conter a crescente inflação no país. No entanto, essa decisão tem gerado preocupação e questionamentos sobre os impactos na economia, principalmente no mercado de investimentos, como os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).
Os FIIs são uma alternativa de investimento cada vez mais popular no mercado brasileiro, principalmente por oferecerem uma possibilidade de rendimento mais atrativa em um cenário de juros baixos. No entanto, com o aumento da taxa Selic, muitos investidores se questionam se é hora de sair dos FIIs ou se essa modalidade ainda pode ser uma boa opção de investimento.
Antes de responder essa pergunta, é importante entender o que são FIIs e como eles funcionam. Os Fundos de Investimento Imobiliário são veículos de investimento que reúnem recursos de diversos investidores para aplicar no mercado imobiliário. Eles compram imóveis, sejam comerciais, residenciais ou industriais, e geram rendimentos através da locação ou venda desses imóveis.
Uma das principais características dos FIIs é a distribuição mensal de rendimentos, que são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. Esses rendimentos são provenientes do aluguel dos imóveis e são divididos entre os cotistas do FII, proporcionalmente ao número de cotas que cada um possui. Além disso, os FIIs permitem que investidores com menor capital possam diversificar seus investimentos no mercado imobiliário, sem precisar adquirir um imóvel por conta própria.
Agora, voltando à pergunta inicial, sobre se é hora de sair dos FIIs com a Selic em alta, a resposta não é tão simples. De um lado, o aumento da taxa básica de juros pode impactar negativamente os rendimentos dos FIIs, uma vez que a maioria deles possui contratos de aluguel atrelados ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que sofre influência da Selic. Isso quer dizer que, com a alta dos juros, os contratos de aluguel tendem a ser reajustados também, o que pode diminuir a rentabilidade dos FIIs.
Além disso, com a Selic mais alta, os investidores tendem a buscar outras opções de investimento que ofereçam rendimentos maiores, o que pode reduzir a demanda por cotas de FIIs e, consequentemente, afetar o preço desses ativos no mercado.
No entanto, o cenário não é tão desanimador para os FIIs. Por outro lado, o aumento da taxa Selic pode trazer alguns benefícios para esses fundos e seus investidores. Com a inflação em alta e a necessidade de conter esse aumento, é possível que o Banco Central continue elevando a taxa de juros, o que pode garantir uma rentabilidade maior para os FIIs no longo prazo.
Além disso, o mercado imobiliário tem se mostrado bastante aquecido, com recordes de vendas e lançamentos de imóveis nos últimos meses. Isso pode ser reflexo da busca por investimentos mais seguros e rentáveis em tempos de incertezas econômicas. Isso significa que os FIIs podem continuar sendo um investimento atrativo para aqueles que buscam diversificar sua carteira e ter uma renda mensal garantida.
Outra vantagem dos FIIs é que, mesmo com a possibilidade de redução nos rendimentos de aluguel, eles ainda podem contar com a valorização dos imóveis em sua carteira. Com a retomada da economia, é esperado que haja









