Nos últimos anos, a questão das mudanças climáticas tem se tornado cada vez mais urgente e presente em nossas vidas. Com o aumento das temperaturas, eventos climáticos extremos e a degradação do meio ambiente, é inegável que precisamos agir para mitigar os impactos e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.
Nesse contexto, o financiamento climático tem se mostrado uma ferramenta fundamental para impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono e promover a adaptação às mudanças climáticas. E nas Américas, esse tema tem ganhado ainda mais destaque, com 374 instituições atuando nessa área. Mas o que chama a atenção é que, dentre essas instituições, apenas 12 expressam “justiça climática” como critério central para alocação de recursos.
Mas afinal, o que é justiça climática e por que ela é tão importante no financiamento climático? A justiça climática é um conceito que busca garantir que as ações tomadas para enfrentar as mudanças climáticas sejam equitativas e não prejudiquem as comunidades mais vulneráveis. Isso significa considerar as desigualdades sociais, econômicas e ambientais em todas as decisões relacionadas ao clima.
A inclusão da justiça climática como critério central no financiamento é fundamental para garantir que os recursos sejam direcionados para projetos que beneficiem as comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas. Além disso, essa abordagem também promove a participação e o empoderamento dessas comunidades, permitindo que elas tenham voz nas decisões que afetam suas vidas.
E é nesse contexto que duas gestoras se destacam por apostar na tese da justiça climática em seus investimentos. A primeira é a gestora de investimentos de impacto Triodos Investment Management, que tem como objetivo promover um sistema financeiro mais justo e sustentável. A empresa possui um fundo específico para financiamento climático, o Triodos Climate Fund, que investe em projetos de energia renovável, eficiência energética e adaptação às mudanças climáticas em países em desenvolvimento.
Já a gestora de investimentos de impacto responsAbility Investments AG, com sede na Suíça, também tem como foco o financiamento climático e a justiça climática. A empresa possui um fundo de investimento em energia limpa, que financia projetos de energia renovável em países emergentes e em desenvolvimento. Além disso, a responsAbility também investe em projetos de adaptação às mudanças climáticas, como sistemas de irrigação sustentáveis e tecnologias de armazenamento de água.
Essas gestoras são exemplos de como é possível investir de forma consciente e responsável, considerando não apenas o retorno financeiro, mas também o impacto social e ambiental. E a aposta na tese da justiça climática não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também uma oportunidade de negócio. Com o aumento da demanda por soluções sustentáveis e a crescente preocupação com as mudanças climáticas, investir em projetos que promovam a justiça climática pode trazer retornos financeiros significativos.
Além disso, a inclusão da justiça climática como critério central no financiamento também pode impulsionar a inovação e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas e eficientes. Isso pode gerar novas oportunidades de negócio e contribuir para a transição para uma economia de baixo carbono.
Portanto, a justiça climática não deve ser vista apenas como uma causa, mas também como uma oportunidade. E as gestoras que já estão apostando nessa tese mostram que é possível conciliar lucro e impacto positivo, contribuindo






