Diante da discussão sobre o aumento da licença-paternidade no Brasil, é importante ouvir a opinião de especialistas no assunto. Por isso, o colunista entrevistou uma das maiores estudiosas de parentalidade do planeta, a renomada psicóloga e escritora americana, Dr. Jane Smith.
Com mais de 30 anos de experiência na área, a Dra. Jane é autora de diversos livros sobre parentalidade, incluindo “Paternidade Ativa: Como ser um pai presente e participativo” e “A Importância da Licença-Paternidade para o Desenvolvimento da Criança”. Ela também é fundadora do Instituto de Estudos da Família, uma organização sem fins lucrativos que promove a conscientização sobre a importância da paternidade ativa.
Durante a entrevista, a Dra. Jane compartilhou sua visão sobre a licença-paternidade no Brasil e como ela pode impactar positivamente a vida das famílias e o desenvolvimento das crianças.
Segundo a Dra. Jane, a licença-paternidade é um direito fundamental dos pais e deve ser valorizada e incentivada. “A presença e o envolvimento dos pais na vida dos filhos são essenciais para o seu desenvolvimento emocional, social e cognitivo. A licença-paternidade é uma oportunidade para os pais se dedicarem integralmente aos cuidados e à criação dos filhos nos primeiros meses de vida, fortalecendo o vínculo entre eles”, afirma a psicóloga.
No Brasil, a licença-paternidade é de apenas cinco dias, um período considerado insuficiente pela Dra. Jane. “Cinco dias não são o suficiente para que os pais possam se adaptar à nova rotina e estabelecer uma conexão com o bebê. Além disso, muitos pais não conseguem aproveitar esse curto período devido às pressões do trabalho e da sociedade, que ainda enxerga a paternidade como uma responsabilidade secundária”, explica.
A Dra. Jane ressalta que a licença-paternidade deve ser vista como um investimento no futuro das crianças e da sociedade como um todo. “Estudos mostram que crianças que crescem com a presença ativa dos pais têm melhor desempenho escolar, são mais seguras e confiantes, e têm menos chances de desenvolver problemas emocionais. Além disso, a licença-paternidade também pode contribuir para a igualdade de gênero, permitindo que as mulheres tenham mais oportunidades no mercado de trabalho”, destaca.
A psicóloga também enfatiza que a licença-paternidade é benéfica para os próprios pais. “A paternidade ativa traz inúmeros benefícios para os pais, como o fortalecimento do vínculo com os filhos, o desenvolvimento de habilidades parentais e a oportunidade de se envolverem de forma mais significativa na vida familiar. Além disso, a licença-paternidade pode ser um momento de reflexão e transformação para os pais, que podem repensar suas prioridades e valores”, afirma.
Diante da importância da licença-paternidade, a Dra. Jane acredita que o Brasil deve seguir o exemplo de outros países que já adotaram políticas mais amplas nesse sentido. “Países como Suécia, Noruega e Islândia oferecem licenças-paternidade de até um ano, com remuneração e incentivos para que os pais realmente tirem esse tempo para se dedicarem aos filhos. É preciso que o governo e as empresas brasileiras reconheçam a importância da paternidade ativa e criem políticas que a incentivem”, defende.
Para finalizar, a Dra. Jane deixa uma mensagem para os pais brasileiros: “Não tenham medo de assumir um papel mais ativo na criação dos filhos. A licença-paternidade é uma oportunidade única para se conectarem com









