No último dia 27 de março, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, expressou seu repúdio diante do ataque sofrido pela companhia teatral A Barraca, em Lisboa. O ocorrido foi classificado pela ministra como um “atentado contra a liberdade de expressão, contra o direito à criação e contra os valores democráticos”.
A companhia teatral A Barraca é conhecida por seu trabalho de qualidade e relevância no cenário artístico português. Fundada em 1975 pelo ator e encenador Hélder Costa, tem como missão promover a reflexão e o debate sobre questões sociais e políticas através da arte teatral. Com mais de 40 anos de história, a companhia já produziu mais de 100 espetáculos, tendo sido premiada e reconhecida tanto a nível nacional quanto internacional.
No último fim de semana, durante a apresentação do espetáculo “A Torre de Babel – A Europa na Cidade”, em frente ao Teatro Nacional D. Maria II, a companhia foi alvo de um ataque violento. Um grupo de indivíduos, supostamente ligados a grupos de extrema-direita, tentou invadir o palco e impedir a continuação da peça. Além disso, também foram atirados objetos e proferidas ofensas verbais contra os artistas.
Diante deste ato de violência e intolerância, a ministra Margarida Balseiro Lopes não poupou críticas e reafirmou a importância da liberdade de expressão e da criação artística para a sociedade. Em seu comunicado, a ministra destacou que “a cultura é um pilar fundamental da democracia e não pode ser alvo de ataques e censura”.
A agressão contra A Barraca não é um fato isolado. Infelizmente, nos últimos anos temos presenciado um aumento de ataques e ameaças contra artistas e manifestações culturais em Portugal e em diversos países do mundo. A arte, que sempre foi um espaço de livre expressão e resistência, tem sido alvo de ataques de grupos extremistas que tentam calar vozes e impor sua visão de mundo.
No entanto, é preciso reforçar que a cultura é um direito de todos e deve ser protegida e valorizada. É através da arte que podemos refletir sobre questões sociais, políticas e culturais, além de promover a diversidade e o diálogo entre diferentes pontos de vista. A censura e a violência contra a criação artística são um retrocesso para qualquer sociedade que deseja ser democrática e plural.
Neste sentido, é fundamental que as autoridades e a sociedade como um todo se mobilizem para garantir a segurança e a liberdade dos artistas e de suas obras. Além disso, é necessário investir em políticas públicas que valorizem e promovam a cultura em todas as suas formas, garantindo o acesso e a diversidade cultural para todos os cidadãos.
A ministra Margarida Balseiro Lopes finalizou seu comunicado reafirmando seu apoio à companhia A Barraca e a todos os artistas que lutam por uma sociedade mais justa e democrática através da arte. “Não podemos permitir que a intolerância e a violência sejam maiores que a nossa liberdade e criatividade. A cultura é nossa arma mais poderosa e devemos defendê-la com todas as forças”, concluiu.
Em tempos de polarização e extremismos, é preciso reforçar a importância da cultura como instrumento de transformação e resistência. É papel de todos nós, como cidadãos, defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, para que possamos construir uma sociedade mais justa e plural. A Barraca








