O governo brasileiro anunciou recentemente uma medida provisória que promete mudar a forma como os investimentos no Tesouro Direto são tributados. A partir de janeiro de 2026, a tabela regressiva do Imposto de Renda será extinta e uma nova alíquota única de 17,5% será aplicada a todas as aplicações nesse tipo de investimento. Essa mudança tem como objetivo simplificar o sistema tributário e tornar os investimentos mais atrativos para os brasileiros.
Atualmente, o Tesouro Direto é uma das opções mais populares para quem deseja investir em renda fixa. Trata-se de um programa do Tesouro Nacional que permite a compra de títulos públicos por pessoas físicas, com valores a partir de R$ 30,00. Esses títulos são considerados investimentos de baixo risco, pois são emitidos pelo governo federal e possuem garantia de pagamento.
No entanto, a tributação sobre esses investimentos sempre foi um ponto de preocupação para os investidores. Atualmente, a tabela regressiva do Imposto de Renda é aplicada de acordo com o prazo de resgate do título, ou seja, quanto mais tempo o investidor mantém o título, menor é a alíquota de IR. Essa tabela varia de 22,5% a 15%, sendo que o prazo mínimo de resgate é de 2 anos.
Com a nova medida provisória, essa tabela será extinta e uma alíquota única de 17,5% será aplicada a todos os investimentos no Tesouro Direto. Isso significa que não importa o prazo de resgate do título, a alíquota será a mesma. Essa mudança é positiva para os investidores, pois simplifica o sistema tributário e elimina a necessidade de fazer cálculos para saber qual é a alíquota de IR a ser paga.
Além disso, a nova alíquota de 17,5% é mais baixa do que a alíquota mínima da tabela regressiva, que é de 22,5%. Isso significa que, para investimentos com prazo de resgate de até 2 anos, a tributação será menor do que a atual. Isso é especialmente benéfico para quem precisa resgatar o investimento antes do prazo mínimo, pois pagará menos imposto.
Outro ponto importante a ser destacado é que a medida provisória também unifica a tributação sobre os rendimentos do Tesouro Direto. Atualmente, os rendimentos são tributados pelo Imposto de Renda e também pelo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Com a nova regra, apenas o IR será cobrado sobre os rendimentos, o que simplifica ainda mais o sistema tributário e reduz a carga tributária para os investidores.
Vale ressaltar que a mudança na tributação do Tesouro Direto só entrará em vigor em janeiro de 2026. Isso significa que os investimentos feitos até lá ainda seguirão a tabela regressiva do IR. No entanto, a medida provisória já traz benefícios imediatos para os investidores, pois elimina a cobrança de IOF sobre os rendimentos a partir de agora.
Essa medida do governo é uma ótima notícia para os investidores brasileiros, pois torna os investimentos no Tesouro Direto mais atrativos e acessíveis. Além disso, a simplificação do sistema tributário é um passo importante para incentivar a educação financeira e o investimento no país.
É importante ressaltar que o Tesouro Direto continua sendo uma opção de investimento de baixo risco e com boa rentabilidade. Com a nova alíquota de IR, os rendimentos líquidos serão ainda maiores, o que torna esse tipo de investimento ainda mais interessante para quem busca segurança e rentabilidade.
Portanto, se você ainda não investe no Tesouro Direto, essa é uma excelente oportunidade para começar a investir. Com a









