A busca por investimentos que ofereçam rentabilidade e segurança sempre foi uma preocupação constante para quem está buscando formas de fazer o dinheiro render. E em meio a um cenário económico pouco previsível, com mudanças inesperadas na taxa Selic e volatilidade no mercado de ações, a renda fixa tem se destacado como uma opção interessante para os investidores.
Mas dentro desse universo de investimentos em renda fixa, é possível encontrar diferentes tipos de títulos com características e formas de remuneração distintas. Entre eles, estão os investimentos prefixados, pós-fixados e híbridos, cada um com suas particularidades e possibilidades de ganho.
Para entender melhor essas opções e conhecer as possibilidades de rentabilidade, é importante conhecer um pouco mais sobre cada um desses investimentos em renda fixa. Confira a seguir os detalhes sobre os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que podem ser uma boa alternativa para quem busca rentabilidade e segurança em seus investimentos.
CDBs prefixados
Os CDBs prefixados são títulos de renda fixa que possuem uma taxa de juros definida no momento da aplicação. Isso significa que o investidor já sabe qual será a sua rentabilidade no momento da compra do título. Essa taxa de juros é acordada entre o investidor e a instituição financeira e, geralmente, é mais alta do que a taxa básica de juros da economia, a Selic.
É importante ter em mente que, nos CDBs prefixados, não há possibilidade de variação na taxa de juros ao longo do período de investimento, tornando essa opção mais indicada para quem busca uma maior previsibilidade nos ganhos. No entanto, é preciso considerar que, em um cenário de queda da taxa de juros, o rendimento do CDB prefixado pode ficar abaixo de outras opções de investimento que acompanham a variação da Selic.
CDBs pós-fixados
Os CDBs pós-fixados são títulos de renda fixa cuja remuneração é atrelada a um indicador, geralmente o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Essa taxa varia de acordo com o mercado e, por isso, é impossível prever qual será o rendimento exato do título. Porém, como o CDI costuma acompanhar de perto a variação da taxa Selic, os CDBs pós-fixados podem ser uma boa alternativa para quem busca uma rentabilidade maior em cenários de queda da taxa de juros.
Além disso, os CDBs pós-fixados também podem apresentar vantagens em relação aos prefixados em momentos de alta da Selic. Isso porque, enquanto nos títulos prefixados o investidor fica preso à taxa estabelecida no momento da aplicação, nos pós-fixados é possível acompanhar um aumento da remuneração de acordo com as mudanças no mercado.
CDBs híbridos
Já os CDBs híbridos são uma mistura dos dois tipos de investimento mencionados anteriormente. Ou seja, eles possuem uma parte da taxa de juros definida no momento da aplicação e outra parte variável, ligada a um indicador de mercado. Essa combinação tem o objetivo de oferecer uma rentabilidade mais atrativa e, ao mesmo tempo, garantir certa previsibilidade nos ganhos ao investidor.
Outra característica dos CDBs híbridos é que, em geral, eles possuem prazo de carência, ou seja, um período mínimo em que o investidor não pode resgatar o valor aplicado. Por isso, esse tipo de investimento pode ser mais indicado para quem está buscando uma opção de médio ou longo prazo.
É importante destacar que, independente do tipo de CDB escolhido, esses títulos contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)









