Nos últimos anos, temos visto uma mudança significativa no cenário político global, com a ascensão de líderes de direita e a influência cada vez maior dos Estados Unidos. Essas mudanças têm impactado não apenas as políticas internas de cada país, mas também as relações internacionais e os mercados financeiros. E é nesse contexto que os investidores têm buscado oportunidades em ativos emergentes alinhados à direita e aos EUA, em busca da chamada “próxima Argentina”.
A Argentina, um país que passou por uma grave crise econômica e política nos últimos anos, tem sido frequentemente citada como um exemplo de como a mudança de governo pode afetar os mercados financeiros. Com a eleição de Mauricio Macri, um presidente de centro-direita, em 2015, o país viu uma forte valorização de seus ativos, impulsionada pela confiança dos investidores em suas políticas pró-mercado e em sua aproximação com os EUA.
Essa tendência tem se repetido em outros países da América Latina, como Brasil, Chile e Colômbia, que também elegeram líderes de direita nos últimos anos. Além disso, a influência dos Estados Unidos na região tem sido cada vez mais evidente, com a implementação de políticas comerciais e econômicas que favorecem a integração e a cooperação entre os países.
Para os investidores, essas mudanças políticas e a influência dos EUA são fatores que podem impulsionar o crescimento econômico e, consequentemente, gerar oportunidades de lucro. Por isso, muitos têm buscado ativos emergentes alinhados à direita e aos EUA, que podem se beneficiar dessas tendências.
Um exemplo disso é o Brasil, que elegeu Jair Bolsonaro, um presidente de extrema-direita, em 2018. Desde então, o país tem visto uma forte entrada de investimentos estrangeiros, principalmente em seu mercado de ações. A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) teve um desempenho excepcional em 2019, com uma valorização de mais de 30%, impulsionada pelas expectativas de reformas econômicas e pela aproximação com os EUA.
Além disso, a influência dos Estados Unidos no Brasil tem sido cada vez mais evidente. Os dois países têm estreitado laços comerciais e de cooperação em diversas áreas, o que pode trazer benefícios mútuos e atrair ainda mais investimentos para o país.
Outro país que tem chamado a atenção dos investidores é o Chile. Com a eleição de Sebastián Piñera, um presidente de centro-direita, em 2017, o país tem implementado políticas pró-mercado e buscado uma maior integração com os EUA. Isso tem gerado um ambiente favorável para investimentos, com a Bolsa de Santiago apresentando um desempenho positivo nos últimos anos.
Além disso, a influência dos Estados Unidos no Chile tem sido evidente, principalmente após a assinatura de um acordo de livre comércio entre os dois países em 2004. Esse acordo tem sido benéfico para ambas as partes, com o Chile se tornando um importante parceiro comercial dos EUA na região.
A Colômbia também tem sido um destino atrativo para investidores em busca de ativos alinhados à direita e aos EUA. Com a eleição de Iván Duque, um presidente de centro-direita, em 2018, o país tem buscado uma maior abertura econômica e uma maior aproximação com os EUA. Isso tem gerado um ambiente favorável para investimentos, com a Bolsa de Valores de Bogotá apresentando um desempenho positivo nos últimos anos.
Além disso, a influência dos Estados Unidos na Colômbia tem sido evidente, principalmente após a assinatura de um acordo de livre








