Com o fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim, o mundo entrou em uma nova era, que foi caracterizada pela hegemonia dos Estados Unidos. O país se tornou a principal potência econômica e militar do mundo, impondo seus interesses e valores em diversas regiões do globo. No entanto, nos últimos anos, temos presenciado uma mudança nesse cenário, com a ascensão da China como uma potência global.
Enquanto os Estados Unidos estavam ocupados com suas próprias questões internas, como a eleição de Donald Trump e o Brexit, a China vinha trabalhando silenciosamente em sua estratégia de expansão econômica e política. Hoje, Pequim é uma das principais forças na arena internacional, com uma influência que se estende por todos os continentes.
Com uma população de mais de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o país mais populoso do mundo e, ao mesmo tempo, a segunda maior economia, atrás apenas dos Estados Unidos. Seu crescimento econômico é impressionante, com uma média de 9,5% ao ano nas últimas três décadas. Isso fez com que o país se tornasse um importante destino para investimentos estrangeiros e um grande parceiro comercial para diversas nações.
Além disso, a China tem investido em projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento, principalmente na África e na América Latina, estabelecendo uma forte presença nessas regiões. Esses investimentos são uma forma de expandir a influência chinesa e garantir o acesso a recursos naturais e mercados consumidores.
No campo da geopolítica, a China também tem se destacado. O país é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e tem uma postura cada vez mais ativa em questões internacionais, como o conflito na Síria e as tensões na Península Coreana. Além disso, a China tem estabelecido parcerias estratégicas com outras potências, como a Rússia, e tem buscado uma maior integração com países da Ásia e da África, através da iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota”.
É importante ressaltar que a China tem adotado uma postura diferente da dos Estados Unidos no que diz respeito a sua atuação no cenário internacional. Enquanto os americanos têm uma abordagem mais intervencionista, a China tem buscado uma maior cooperação e diálogo com outras nações. Isso tem gerado uma maior aceitação e simpatia por parte de países que se sentem prejudicados pelas políticas americanas.
Além disso, a China tem se destacado em áreas como tecnologia e inovação. O país é líder em investimentos em pesquisa e desenvolvimento e tem se tornado um importante centro de inovação. Isso tem atraído a atenção de empresas e investidores de todo o mundo, que veem na China um ambiente favorável para o crescimento e a prosperidade.
Com todas essas conquistas, é inegável que a China tem hoje “as cartas” no jogo da geoeconomia e geopolítica. O mundo deixou de ser unipolar, com os Estados Unidos como única superpotência, e se tornou mais multipolar, com a China ganhando cada vez mais destaque. No entanto, é importante destacar que não se trata de uma competição entre as duas nações, mas sim de uma nova ordem mundial em que ambas têm um papel importante a desempenhar.
É preciso reconhecer que a China tem sido uma força estabilizadora no mundo, com uma postura pacífica e uma atuação que busca o desenvolvimento conjunto. Isso é especialmente importante em um momento em que o mundo enfrenta diversos desafios, como as mudanças climáticas e a desigualdade social.
Portanto, é hora de deixarmos de lado a visão









