Portugal é um país repleto de história, cultura e tradição. Recentemente, temos visto um grande crescimento no setor tecnológico, com a chegada de empresas e startups inovadoras. No entanto, quando se trata de unicórnios – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão – Portugal ainda está bem atrás de outros países de dimensão semelhante ou até menor. Apesar do sucesso da Web Summit, o maior evento de tecnologia da Europa realizado anualmente em Lisboa, ainda temos um longo caminho a percorrer para nos tornarmos uma fábrica de unicórnios. Mas isso não significa que não possamos alcançar esse objetivo no futuro.
De acordo com o relatório “The Global Unicorn Club”, publicado pela CB Insights, Portugal tem atualmente apenas dois unicórnios: a plataforma de entrega de comida, a Glovo, e a empresa de mobilidade, a OutSystems. Em comparação com outros países europeus, como Reino Unido, Alemanha e França, que têm 119, 66 e 34 unicórnios, respectivamente, Portugal ainda está muito atrás. Além disso, quando analisamos a relação de unicórnios por milhão de habitantes, Portugal cai ainda mais no ranking, ficando em 40º lugar, enquanto países como Suécia, Noruega e Dinamarca ocupam as primeiras posições.
Mas por que Portugal está tão atrás em relação aos unicórnios? Alguns especialistas apontam para a falta de investimento em startups como um dos principais fatores. Embora o investimento em capital de risco tenha aumentado nos últimos anos, ainda está muito abaixo de outros países. Além disso, a burocracia e a falta de incentivos fiscais também podem ser obstáculos para o crescimento de startups em Portugal.
No entanto, é importante lembrar que os unicórnios não surgem do dia para a noite. Eles são fruto de muito trabalho, inovação e persistência. Além disso, é necessário um ecossistema favorável, com investidores experientes, mentores e uma cultura empreendedora forte. E é aqui que Portugal tem se destacado nos últimos anos.
A Web Summit, que acontece em Lisboa desde 2016, é um exemplo de como Portugal está se tornando um polo de inovação e empreendedorismo. Com mais de 70.000 participantes de todo o mundo, o evento atrai investidores, empreendedores e empresas de renome, criando oportunidades de networking e aprendizado. Além disso, o governo português tem criado iniciativas para apoiar o crescimento de startups, como o programa Startup Portugal e o Fundo de Capital de Risco 200M, que disponibiliza 200 milhões de euros para investir em startups em fase inicial.
Outro fator importante é a qualidade da mão de obra portuguesa. Temos uma força de trabalho altamente qualificada, com conhecimentos em áreas como tecnologia, engenharia e ciências. Além disso, somos um país multicultural, com uma forte conexão com outros países de língua portuguesa, o que pode ser um diferencial para expandir negócios para esses mercados.
É preciso também destacar que Portugal já tem algumas startups promissoras que podem se tornar unicórnios no futuro próximo. É o caso da Talkdesk, empresa de software de atendimento ao cliente, fundada em Portugal e agora sediada nos Estados Unidos, que recentemente alcançou um valor de mercado de US$ 10 bilhões. Além disso, temos a Feedzai, empresa de inteligência artificial para prevenção de fraudes, e a Unbabel, plataforma de tradução automatizada, que receberam altos investimentos e têm potencial para se tornarem unicórnios.
É importante lembrar que, apesar de não termos muitos unicórnios, Portugal tem uma









