Nos últimos anos, temos testemunhado uma crescente polarização e radicalização da opinião pública e do cenário político em todo o mundo. Parece que, mais uma vez, a irracionalidade tomou conta da tomada de decisões e dos comportamentos. Mas isso não é algo novo. Na verdade, podemos traçar um paralelo com os anos 30 do século passado, em que a irracionalidade também foi uma força dominante na política e na sociedade.
Na década de 30, o mundo estava passando por uma das maiores crises econômicas da história, a Grande Depressão. A desigualdade social e o desemprego em massa geravam um clima de desespero e incertezas, que foi explorado por líderes populistas e autoritários. O nacionalismo e o fascismo ganharam força em países como a Alemanha, a Itália e o Japão, levando a um clima de intolerância e violência.
Hoje, enfrentamos uma crise de proporções globais, a pandemia de COVID-19. O medo e a incerteza em relação ao futuro têm sido explorados por líderes políticos em todo o mundo, que muitas vezes optam por soluções simplistas e populistas, em vez de políticas baseadas em evidências e na racionalidade. Além disso, as redes sociais e a disseminação massiva de informações falsas contribuem para a criação de uma realidade paralela, em que fatos e opiniões se confundem e a irracionalidade é amplificada.
É preocupante ver como a irracionalidade tem influenciado as decisões políticas e os comportamentos individuais. Ao invés de buscar soluções baseadas em dados e análises, muitas vezes as pessoas optam por apoiar líderes e ideias que vão de encontro às suas crenças e emoções, mesmo que isso vá contra o bom senso e o interesse coletivo. A polarização política é um exemplo claro disso, em que as pessoas se dividem em extremos e se recusam a dialogar e buscar consenso.
Além disso, a irracionalidade também pode ser vista em questões como a negação da ciência e das mudanças climáticas, o aumento da violência e do preconceito, e a disseminação de teorias da conspiração. Tudo isso contribui para um cenário de caos e instabilidade, que pode ter consequências graves para a sociedade como um todo.
Mas como podemos combater a irracionalidade e promover uma tomada de decisão mais racional e consciente? Em primeiro lugar, é fundamental que as pessoas busquem informação de fontes confiáveis e verifiquem a veracidade dos fatos antes de tomar uma posição. Além disso, é necessário que haja um diálogo aberto e respeitoso, em que diferentes opiniões possam ser ouvidas e debatidas de forma construtiva.
Também é importante que a educação seja valorizada e incentivada, pois é por meio dela que podemos desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de questionar e analisar as informações que recebemos. As escolas e universidades têm um papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e racionais.
Além disso, é importante que os líderes políticos e as instituições governamentais atuem de forma transparente e baseada em evidências, buscando sempre o interesse coletivo e não apenas agradar determinados grupos ou interesses particulares. A democracia e a liberdade de expressão são ferramentas poderosas para promover um debate saudável e uma tomada de decisão mais racional.
Portanto, diante deste cenário de irracionalidade que parece ter tomado conta da política e dos comportamentos, é necessário que cada um de nós faça a sua parte para combater essa tendência. É preciso buscar









