Em um ano marcado por incertezas e volatilidade nos mercados globais, os fundos de crédito enfrentaram um desafio adicional: a compressão dos spreads. Com a queda das taxas de juros e a busca por ativos de maior risco, os gestores desses fundos tiveram que se adaptar a um mercado mais exigente e competitivo. No entanto, apesar das dificuldades, as gestoras veem um ajuste técnico em curso e acreditam em um cenário mais favorável para o próximo ano.
A queda dos spreads, que são a diferença entre a taxa de juros paga pelos emissores de títulos de crédito e a taxa de retorno oferecida pelos fundos de investimento, foi uma tendência observada ao longo de todo o ano de 2025. Isso aconteceu por diversos motivos, como a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central, que chegou ao seu menor patamar histórico, e a busca por ativos de maior risco em um cenário de busca por rentabilidade.
Com a queda dos spreads, os fundos de crédito tiveram que se adaptar a um novo cenário. Em primeiro lugar, os gestores tiveram que ser mais seletivos na escolha dos ativos, buscando aqueles com maior potencial de retorno e menor risco. Além disso, foi necessário um maior controle de risco e uma gestão mais ativa dos portfólios, buscando oportunidades em diferentes setores e prazos de vencimento.
No entanto, apesar dos desafios, as gestoras de fundos de crédito mantiveram uma visão otimista para o próximo ano. Segundo elas, o ajuste técnico em curso deve trazer um cenário mais favorável para o mercado de crédito em 2026. Além disso, a expectativa é que a economia brasileira continue se recuperando, o que deve impulsionar a demanda por crédito e, consequentemente, os spreads.
Outro fator que pode beneficiar os fundos de crédito no próximo ano é a perspectiva de uma retomada do crescimento econômico. Com a melhora dos indicadores e uma maior confiança dos investidores, as empresas tendem a buscar mais financiamento para investimentos e expansão, o que pode impulsionar a demanda por crédito e, consequentemente, os spreads.
Além disso, as gestoras veem oportunidades em setores específicos, como o de infraestrutura e o de agronegócio. Com a retomada dos investimentos em infraestrutura e a demanda aquecida por commodities agrícolas, esses setores podem oferecer boas oportunidades de investimento em títulos de crédito.
Outro ponto importante destacado pelas gestoras é a busca por maior diversificação nos portfólios. Com a queda dos spreads, muitos gestores optaram por investir em títulos de crédito privado de maior risco, buscando uma maior rentabilidade. No entanto, as gestoras alertam que é importante manter uma diversificação adequada e um controle de risco eficiente, para evitar possíveis perdas em caso de inadimplência dos emissores.
Em relação ao fluxo de investimentos, os fundos de crédito enfrentaram um desafio adicional no final de 2025. Com a volatilidade nos mercados globais e a incerteza em relação ao cenário político e econômico do Brasil, muitos investidores optaram por resgatar seus investimentos em fundos de crédito e buscar ativos mais seguros. No entanto, as gestoras acreditam que esse fluxo pode se reverter no próximo ano, com a melhora do cenário econômico e a busca por maior rentabilidade.
Em resumo, apesar dos desafios enfrentados em 2025, as gestoras de fundos de crédito veem um cenário mais favor









