O incrível espetáculo da natureza é um dos grandes tesouros que os astronautas têm o privilégio de testemunhar durante suas missões no espaço. Ao orbitar a Terra a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), eles podem ver dezenas de fenômenos que muitas vezes passam despercebidos pelo nosso olhar aqui embaixo. Um desses fenômenos é conhecido como “cortinas de luz” e pode ser visto em todo o globo terrestre. Graças ao registro em time-lapse feito pelos astronautas, podemos apreciar essa incrível exibição da natureza que ocorre acima de nossas cabeças.
As cortinas de luz, também chamadas de auroras boreais e auroras austrais, são um espetáculo natural que ocorrem próximo aos polos da Terra. Elas são causadas pela interação entre partículas carregadas do Sol e o campo magnético do nosso planeta. Quando essas partículas solares atingem a atmosfera da Terra, elas colidem com os gases presentes, como o oxigênio e o nitrogênio. Essa colisão produz faíscas de luz, criando as cores brilhantes que conhecemos como auroras.
Mas o que faz com que as auroras apareçam em forma de “cortinas de luz” no céu? A resposta está no campo magnético da Terra. Nos polos, esse campo é mais fraco e, portanto, as partículas solares conseguem penetrar mais facilmente. Com isso, elas seguem as linhas do campo, criando uma curvatura que dá a aparência de “cortinas” que se movem pelo céu. Além disso, a velocidade e o tipo de partículas que chegam do Sol podem influenciar na forma e na intensidade das auroras.
Mas como é possível ver esse fenômeno do espaço? A resposta está na posição da ISS. A estação espacial está localizada a uma altitude de aproximadamente 400 km acima da Terra, e sua órbita é praticamente circular, o que a coloca em um local privilegiado para observar as auroras. Além disso, a câmera de alta definição a bordo da ISS é capaz de registrar até 60 quadros por segundo, o que permite a criação de imagens em time-lapse. Essas imagens são então enviadas para a Terra, onde são compiladas em vídeos que mostram a beleza das auroras em movimento.
Os astronautas a bordo da ISS têm a oportunidade única de ver as auroras de cima, e alguns deles compartilham suas experiências nas redes sociais, como é o caso do astronauta da NASA, Scott Kelly, que registrou imagens deslumbrantes das auroras durante sua missão de um ano na estação. Seus registros mostram as cortinas de luz dançando sobre a Terra, criando formas e cores incríveis que parecem saídas de um filme de ficção científica.
Outro fator que faz das auroras um espetáculo tão fascinante é a constante mudança de suas formas e cores. Cada exibição é única e imprevisível, o que torna a tarefa de registrá-las uma emocionante caçada para os astronautas. Além disso, nem sempre é possível ver as auroras do espaço, pois elas dependem de variáveis como a atividade solar e a densidade da atmosfera terrestre. Por isso, os astronautas valorizam ainda mais esses momentos e tornam-se verdadeiros caçadores de auroras pelo espaço.
Graças aos registros em time-lapse feitos pelos astronautas, podemos ver as cortinas de luz em todos os seus detalhes e apreciar a beleza única desse fenômeno natural. Além disso, essas imagens são importantes para pesquisas científicas, que utilizam os dados coletados pelas









