A recente falência do banco americano Lehman Brothers e a crise financeira global de 2008 foram um duro lembrete de que investimentos podem resultar em perdas significativas. Desde então, investidores e especialistas têm se aprofundado em análises e estudos sobre risco e retorno, na busca por uma maior compreensão dos investimentos e como minimizar as perdas.
Um dos maiores aprendizados que ficaram dessa crise foi a correlação entre retorno e risco. A ideia de que quanto maior o retorno esperado, maior o risco envolvido nos investimentos se tornou um senso comum entre os especialistas. No entanto, muitos investidores ainda se mantém céticos em relação a essa relação, buscando altos retornos sem levar em conta os riscos envolvidos.
Porém, recentemente, um acontecimento no mercado financeiro brasileiro tem trazido à tona novamente a importância dessa relação e reforçado a necessidade de mudanças no comportamento dos investidores. O caso Master, ou também conhecido como “escândalo da Investimentos BTC”, tem deixado muitos investidores preocupados e com medo das consequências que a falência da empresa pode trazer para o mercado.
A Investimentos BTC era uma plataforma de investimentos em criptomoedas que prometia retornos exorbitantes para seus clientes. Com uma estratégia agressiva de marketing, a empresa conseguiu atrair mais de 20 mil investidores e movimentar cerca de R$1 bilhão em apenas 9 meses. No entanto, em setembro de 2020, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial e seus clientes tiveram um duro despertar: o alto retorno prometido não era garantido e o risco envolvido era muito maior do que se imaginava.
O caso Master trouxe à tona a necessidade de mudanças no comportamento dos investidores, que muitas vezes são seduzidos por altos retornos sem levar em conta os riscos envolvidos. E isso não é exclusivo para investimentos em criptomoedas, mas também para outras modalidades, como a renda variável, por exemplo.
Na busca por uma mudança no comportamento do investidor, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) também deve ser incluído. O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como objetivo proteger os investidores em caso de falência da instituição financeira em que o investimento foi realizado. No entanto, a proteção oferecida pelo FGC é limitada a um valor máximo de R$250 mil por CPF e por instituição financeira. Ou seja, para investimentos de valores mais altos, o investidor corre o risco de perder todo o seu capital em caso de falência da instituição.
No caso Master, muitos investidores perderam mais do que o valor máximo garantido pelo FGC e agora devem arcar com as consequências dessa escolha arriscada. Mas esse acontecimento deve servir de alerta para que o FGC reveja suas políticas e amplie a proteção oferecida aos investidores. É necessário um maior debate sobre a segurança dos investimentos e a responsabilidade do FGC em garantir uma maior proteção aos investidores.
Além disso, é fundamental que os investidores tenham uma maior educação financeira e compreensão sobre risco e retorno. É preciso entender que, em alguns casos, a busca por altos retornos pode trazer riscos ainda maiores e que é necessário equilibrar esses fatores na hora de escolher onde investir seu dinheiro.
Por fim, o caso Master deve servir como um aprendizado para todos os envolvidos no mercado financeiro. Investidores, gestores, entidades reguladoras, todos devem refletir sobre a importância da relação entre retorno e risco e buscar uma maior responsabilidade e transparência em suas ações.
É preciso que as mudanças aconte









