A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e diversificados do mundo, abrigando uma enorme variedade de espécies de plantas e animais. Porém, infelizmente, esse ecossistema vem sofrendo com a redução de sua vegetação nativa, o que tem consequências preocupantes para a saúde humana. Estudos recentes mostram que a diminuição da cobertura vegetal na Mata Atlântica está alterando a disponibilidade de hospedeiros para mosquitos e, consequentemente, aproximando esses insetos das populações humanas. Nesse artigo, discutiremos como essa redução da vegetação nativa está afetando a dinâmica dos mosquitos e o que pode ser feito para mitigar esses impactos.
A Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do mundo, com apenas 12% de sua cobertura original ainda preservada. A devastação da vegetação nativa é resultado de atividades humanas, como o desmatamento para a expansão da agricultura e a urbanização desordenada. Essa redução da cobertura vegetal tem consequências graves para o ecossistema como um todo, mas também pode afetar diretamente a saúde humana.
Uma das principais consequências da redução da vegetação nativa é a alteração da disponibilidade de hospedeiros para mosquitos. Muitas espécies de mosquitos, como Aedes aegypti e Aedes albopictus, que são conhecidos por transmitirem doenças como dengue, zika e chikungunya, se alimentam do néctar de flores e se reproduzem em água parada, mas também precisam de sangue para amadurecer seus ovos. Com a diminuição da vegetação nativa, há uma redução na oferta de flores e água parada, o que pode levar os mosquitos a se alimentarem mais frequentemente de sangue humano.
Outro fator que contribui para a aproximação dos mosquitos das populações humanas é a fragmentação do habitat. Com a redução da vegetação, os mosquitos ficam mais isolados em pequenas ilhas de vegetação, o que aumenta a competição por recursos e pode levar à migração para áreas mais próximas dos humanos em busca de alimento e reprodução. Além disso, a fragmentação do habitat também pode reduzir a diversidade genética dos mosquitos, tornando-os mais suscetíveis a doenças.
A diminuição da vegetação nativa também pode afetar a população de predadores naturais dos mosquitos, como pássaros e morcegos. Com a redução da cobertura vegetal, esses animais perdem seu habitat e sua fonte de alimento, o que pode levar a uma diminuição em suas populações. Com menos predadores naturais, os mosquitos podem se reproduzir com mais facilidade e se tornarem mais abundantes.
A presença de mosquitos próximos às populações humanas aumenta o risco de transmissão de doenças, principalmente em áreas urbanas, onde a densidade populacional é maior. A dengue, por exemplo, é uma doença que vem se espalhando cada vez mais no Brasil, com mais de 1 milhão de casos registrados em 2019. Aproximadamente 60% dos casos foram registrados na região Sudeste, onde a Mata Atlântica é mais presente. Essa situação é ainda mais preocupante quando consideramos que a dengue é apenas uma das doenças transmitidas pelos mosquitos.
Diante desse cenário, é necessário adotar medidas para mitigar os impactos da redução da vegetação nativa na Mata Atlântica. Uma das principais ações é a preservação e recuperação da vegetação nativa, por meio de políticas de conservação e reflorestamento. A criação de corredores








