Recentemente, a vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Ana Abrunhosa, em conversa com a agência noticiosa Lusa, revelou que está em busca de uma solução para os quatro mil quilómetros de estradas que já há alguns anos estão previstos para serem entregues aos municípios. Acompanhada pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, a ANMP está empenhada em chegar a um acordo sobre o preço por quilómetro destes trechos de estrada que serão assumidos pelas autarquias locais. Uma medida que se revela importante para a melhoria das infraestruturas e da mobilidade no país.
Desde há alguns anos que este tema tem sido discutido entre a ANMP e o governo central, mas até o momento não se chegou a uma conclusão. No entanto, com a nova equipa governamental liderada por Miguel Pinto Luz, houve um novo impulso nestas negociações, o que é já um passo importante para a concretização deste projeto. Ana Abrunhosa demonstrou confiança e determinação na resolução deste assunto, afirmando que “é possível chegar a um entendimento”.
A transferência de estradas para a gestão municipal é uma matéria que tem sido amplamente debatida nos últimos anos, com opiniões divididas sobre o tema. No entanto, esta medida tem como principal objetivo criar uma maior proximidade entre os cidadãos e as suas autarquias, dando-lhes uma maior responsabilização na gestão do seu próprio território. Além disso, acredita-se que esta transferência também pode ser vantajosa em termos de eficiência e rapidez na resolução de problemas na estrada, uma vez que os municípios têm uma maior familiaridade com o território e as suas necessidades.
Com a possibilidade de assumirem a gestão destes quatro mil quilómetros de estradas, os municípios terão um papel fundamental na melhoria da mobilidade em Portugal. Atualmente, muitas destas estradas encontram-se em mau estado e são fonte de constantes queixas por parte dos cidadãos. Com a responsabilidade de trabalhar na manutenção e requalificação destas vias, os municípios terão um papel ativo na construção de uma rede de estradas mais segura e eficiente.
Além disso, a transferência destas estradas também pode ser uma oportunidade de desenvolvimento económico para as autarquias locais. A criação de emprego em processos de manutenção e requalificação, assim como o aumento do turismo em certas regiões que possam ser beneficiadas pelo acesso melhorado, são alguns dos possíveis benefícios desta medida. Com uma gestão mais direta e adaptada à realidade local, espera-se que as estradas sejam utilizadas de forma mais eficiente e que as comunidades locais possam usufruir de uma melhor qualidade de vida.
No entanto, é preciso ter em conta que a transferência de estradas para as autarquias não se trata apenas de um processo administrativo. É necessário que haja um planeamento e investimento adequado por parte de todas as entidades envolvidas, de forma a garantir que as estradas estejam em condições para serem transferidas e que as autarquias tenham os recursos necessários para geri-las. Além disso, é essencial que haja uma comunicação efetiva entre os municípios e o governo central para assegurar que todas as questões sejam devidamente esclarecidas e resolvidas.
É importante destacar também que esta transferência não será feita de forma integral, mas sim em fases. Num primeiro momento, serão entregues os troços de estrada mais fáceis de gerir, para que as autarquias ganhem experiência









