Alok revela estratégia para feat com Jennifer Lopez
Alok lança parceria com Jennifer Lopez em 'Everything's Fine' com duas versões. Saiba como o DJ resolveu divergência sobre a música.

Uma colaboração internacional de destaque
O DJ e produtor Alok está prestes a lançar um feat com Jennifer Lopez que promete movimentar as plataformas de streaming. A música "Everything's Fine" será disponibilizada na próxima sexta-feira (26), marcando mais uma colaboração de destaque na carreira do artista brasileiro. Antes de sua apresentação no Rock in Rio Lisboa, na madrugada de domingo (21), Alok concedeu uma entrevista exclusiva ao g1 comentando sobre os detalhes dessa parceria internacional.
O processo criativo online
Quando questionado sobre ter encontrado pessoalmente Jennifer Lopez para as gravações, Alok revelou uma realidade que se tornou comum no mercado musical contemporâneo. "Depois da pandemia, 95% das minhas parcerias são online, até por causa da demanda da agenda", explicou o produtor. Essa abordagem, longe de prejudicar o resultado final, permitiu que ambos os artistas entregassem performances de qualidade elevada.
O DJ brasileiro elogiou bastante a profissionalismo da cantora americana durante o processo de criação. "Foi muito legal trabalhar com ela, ela fez o meu trabalho ser muito fácil. Não é à toa que ela tá onde está por tanto tempo, porque ela é uma profissional que entrega muito. Ela é super dedicada", afirmou Alok, reconhecendo a excelência e o comprometimento de Jennifer Lopez com a produção musical.
Duas versões, duas identidades artísticas
Um dos aspectos mais interessantes dessa colaboração emerge de uma divergência criativa entre os artistas. Alok e Jennifer Lopez chegaram a duas versões distintas da música, cada uma refletindo as preferências artísticas individuais. Em vez de escolher apenas uma, os criadores decidiram lançar ambas as versões, permitindo que os ouvintes experimentem as diferentes abordagens musicais.
"A gente tem agora um dilema. Estamos com duas versões. Ela prefere uma e eu prefiro outra. E a gente vai lançar as duas. Uma é AM, que é a que ela prefere, e a outra é PM, que eu prefiro", revelou o artista. A versão PM possui uma sonoridade mais eletrônica, refletindo as raízes artísticas de Alok no cenário da música eletrônica. Apesar das diferenças estilísticas, ambas as versões conseguem manter a identidade de cada um dos intérpretes de forma clara e equilibrada.
Rock in Rio 2026: duas apresentações distintas
Além de comentar sobre o feat com Jennifer Lopez, Alok também discutiu seus planos para o Rock in Rio que ocorrerá em setembro. O DJ está programado para realizar duas apresentações no festival, cada uma com características e propostas completamente diferentes.
No Palco Mundo, em 11 de setembro, Alok apresentará o show "Keep Art Human", uma turnê que foi lançada no Coachella e está sendo constantemente readaptada. "É um show que abrange um público muito maior do que o segmento eletrônico e que a gente consegue colocar no Palco Mundo tranquilamente", explicou o artista sobre essa apresentação mais abrangente.
No dia 12 de setembro, o DJ retorna ao festival para uma apresentação no Dance Order, dedicado ao projeto "Rave the World". Essa segunda apresentação marca um retorno às raízes eletrônicas de Alok, com foco em um público mais especializado e conectado com a cena eletrônica internacional. "Vou dividir o palco com a minha família. Ali é um resgate muito para a minha essência do eletrônico. É onde eu me nutro, nas raízes", comentou o produtor sobre essa apresentação familiar.
Estratégia de duas vertentes artísticas
Alok explicou que essa abordagem de duas apresentações em dias consecutivos reflete sua estratégia internacional de mercado. "Então é muito a proposta que eu tenho feito no mercado internacional. E são apresentações completamente distintas em dois dias diferentes, mas acho que esse é o maneiro, porque é respeitando cada lugar que eu tô ali. No Palco Mundo é uma vertente e no Palco Eletrônico seria outra", destacou o DJ.
Retorno a Lisboa após uma década
Alok voltou ao Rock in Rio Lisboa depois de 10 anos longe do festival na capital portuguesa. Apesar de realizar apresentações anuais em Portugal, o artista expressou sua alegria em retornar ao evento de grande magnitude. "É uma gratidão enorme estar de volta aqui no Rock in Rio, só que dessa vez, com um projeto que é o meu projeto internacional, que é o 'Rave the World', que é um projeto que é mais segmentado para o nicho eletrônico", afirmou.
A cena eletrônica portuguesa e as escolhas musicais
Durante a conversa, Alok comentou sobre a relação especial que mantém com o público português e suas escolhas artísticas ao se apresentar no país. Apesar de frequentar regularmente Portugal, o DJ nunca realizou um remix com música portuguesa em seus sets.
"Inclusive é bem interessante. Toda vez que eu toco em Portugal, é um público muito conectado com a cena eletrônica global. É um público muito internacional. Eu nem toco meus remixes de português brasileiro, por exemplo, no show, porque eu estou dividindo o line-up com grandes expoentes da música eletrônica", explicou Alok sobre sua estratégia de seleção musical.
O posicionamento de Alok no mercado internacional da música eletrônica influencia diretamente suas escolhas de repertório. "Então é interessante, porque por mais que eu esteja vindo para Portugal, que tem uma língua que é uma língua que se iguala a nossa, eu não costumo tocar nenhuma música que tenha nem português do Brasil", continuou. Essa decisão artística reflete como Alok foi estabelecido no cenário global da música eletrônica, onde prevalece uma abordagem internacional desvinculada de marcadores linguísticos específicos.
