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Campanha de vacinação contra sarampo inicia em agosto no AP

Ministério da Saúde retoma campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite no Amapá entre 6 e 31 de agosto, enviando 140 mil doses.

Campanha de vacinação contra sarampo inicia em agosto no AP
Fonte: g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2018/07/23/com-surto-na-regiao-norte-campanha-contra-o-sarampo-no-ap-comeca-em-agosto.ghtml

Retomada da campanha de vacinação contra sarampo no estado

Diante da disseminação de centenas de casos confirmados de sarampo no país, o Ministério da Saúde implementa uma estratégia de imunização intensiva. A campanha de vacinação contra sarampo será realizada no Amapá durante o período de 6 a 31 de agosto, marcando o retorno de esforços concentrados contra uma doença que estava ausente do território brasileiro desde 2014. A iniciativa busca conter o avanço do surto que afeta principalmente a região Norte, onde a situação epidemiológica demanda ações rápidas e coordenadas.

Quantidade de doses e distribuição no Amapá

O estado do Amapá receberá um total de mais de 140 mil doses da vacina contra sarampo e poliomielite. Desse quantitativo, 70 mil unidades serão destinadas exclusivamente a Macapá, a capital estadual. A distribuição estratégica das doses reflete a preocupação das autoridades sanitárias em garantir cobertura adequada em todas as localidades, considerando a densidade populacional e os focos de transmissão identificados na região.

Preocupação da população local e mobilização

Pais e mães no Amapá demonstram crescente preocupação com a propagação do sarampo na região Norte, levando-os às Unidades Básicas de Saúde (UBS's) para garantir que seus filhos recebam as doses de forma atualizada. A arte-educadora Márcia Galvão exemplifica essa mobilização, tendo levado sua filha Ana Letícia para se imunizar. Segundo ela, a necessidade de prevenção é fundamental, especialmente quando uma enfermidade ressurge com intensidade, independentemente de não haver registros locais confirmados no momento.

Esclarecimentos sobre mitos relacionados à vacinação

Em meio à disseminação de informações contraditórias pelas redes sociais e grupos de conversas instantâneas, surgem dúvidas frequentes sobre a validade da vacina contra sarampo. O Ministério da Saúde reafirma que a imunização não possui prazo de validade estabelecido, tranquilizando quem já recebeu as doses anteriormente. Para indivíduos com dúvidas sobre seu histórico vacinal, recomenda-se proceder com nova aplicação, já que não há qualquer risco à saúde em receber uma dose adicional da vacina.

Tipos de vacinas disponíveis e esquema de aplicação

A vacina contra sarampo está permanentemente disponível na rede pública de saúde, em qualquer período do ano. A formulação mais comum é a Tríplice Viral, que oferece proteção simultânea contra sarampo, rubéola e caxumba. Existe também a opção Tetra Viral, que fornece proteção adicional contra varicela. O esquema vacinal recomendado prevê duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas. Para crianças, o intervalo é ligeiramente maior, sendo recomendada a primeira dose entre os 12 e 15 meses de vida, com a segunda dose aplicada posteriormente conforme o calendário nacional.

Meta de cobertura vacinal e público-alvo

De acordo com a coordenadora de imunização de Macapá, Jorsette Cantuária, a meta estabelecida para a campanha é imunizar pelo menos 95% das crianças compreendidas entre um ano de idade e menos de cinco anos. Esse grupo etário foi definido como prioridade em face do risco aumentado e da vulnerabilidade dessa faixa populacional. A campanha é específica para crianças dentro dessa faixa etária, independentemente de terem recebido ou não vacinações anteriores contra as doenças alvo.

Estratégia diferenciada para adultos

Diferentemente das crianças, não está prevista uma campanha de vacinação específica contra sarampo voltada para o público adulto durante este período. No entanto, adultos devem manter-se vacinados conforme as disposições do calendário nacional de vacinação, atualizando regularmente sua caderneta vacinal. A coordenadora enfatiza a importância de que cada indivíduo adulto mantenha seu status vacinal em dia, seguindo as orientações rotineiras do programa nacional de imunização, mesmo sem a realização de campanhas concentradas.

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